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Na última segunda-feira (19), a Câmara de Vereadores de Canguçu levou a votação o relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga os 10 últimos anos do Hospital de Caridade de Canguçu (HCC). Apenas o vereador Erroldisnei Borges (PT) deu voto contrário.
O relator Luciano Bertinetti (MDB) leu as oitivas antes da votação. Segundo ele, após a conclusão do relatório, o responsável pela construtora Fininho, única empresa que prestou serviços ao HCC, registrada junto à Receita Federal, poucos meses antes da intervenção por parte do Poder Executivo, entrou em contato com o vereador para declarar que havia emprestado as notas para outra pessoa realizar os serviços que, só em mão de obra, ultrapassaram R$ 113 mil.
Segundo o relator, serão preservados os depoentes e envolvidos até o Ministério Público e a Polícia Federal investigarem. “São acusações graves de um esquema de lavagem de dinheiro no período da intervenção”, comentou. O relatório já previa que, neste período, havia uma grande disparidade de valores de orçamentos e altos custos em relação ao valor trabalhado na região, que apontavam para serviços superfaturados.
A CPI do hospital foi instaurada no primeiro semestre de 2017. A comissão que acompanha o inquérito é composta pelos vereadores Neviton Nornberg (PDT) – presidente, Luciano Bertinetti (MDB) – relator, César Silva (PSB) – secretário, Rubens Vargas (PP), Leandro Ehlert (MDB), Marcelo Maron (PTB), Rodnei Jacondino (PSDB) e Erroldisnei Borges (PT).
Redator: Tradição Regional
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