S�bado, 06 de junho de 2026, 09:29h
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Nunes se orgulha de ter sido um dos mobilizadores da Frente Parlamentar pela Duplicação da BR-116
O deputado estadual José Nunes, de 54 anos, foi eleito pelo Partido dos Trabalhadores (PT) para o seu segundo mandato na Assembleia Legislativa (AL) do Estado com 36.982 votos, 43,04% (11.242 votos) em São Lourenço do Sul, sua cidade natal, onde foi prefeito nos anos de 2004 a 2011. Em Camaquã (2.655 votos), Canguçu (2.498 votos) e Pelotas (2.286 votos) também obteve votações significativas.
“Nos últimos quatro anos, pautamos muito o nosso trabalho em defesa dos pequenos produtores e nos próximos anos queremos nos aprofundar nos temas estaduais, emitindo nossa opinião e posição, discutindo cada um deles: sua diversidade, amplitude e questões estratégicas”, diz Nunes.
Os temas regionais não serão esquecidos e ele pretende reforçar sua linha de trabalho ligada à agricultura familiar. “Os maiores municípios têm sua renda proveniente da produção, da agricultura, principalmente a familiar”, comenta.
Segundo o parlamentar, atuou e deve continuar atuando forte nas frentes parlamentares que defendem atividades como o cooperativismo, levando ao debate na AL temas como o do leite, fumicultura, infraestrutura no campo (estradas, energia elétrica e telefonia). “Precisamos ter um olhar mais atento para a agricultura familiar”.
Ainda, defende que temas como manutenção das estradas rurais e transporte escolar não podem ficar apenas sob a responsabilidade do prefeito, já que a maior parte dos recursos arrecadados no município fica com os governos estadual e federal. “Elaboramos na AL um relatório de orientação de políticas públicas, a partir de várias audiências públicas, documento que deve ser entregue ao próximo governador”, afirma.
Nunes se orgulha de ter sido um dos mobilizadores da Frente Parlamentar pela Duplicação da BR-116, que colocou o debate sobre a rodovia dentro da política e promoveu uma movimentação regional de lideranças. “Foram solicitados R$ 200 milhões para serem investidos na estrada, em vários pontos entre Pelotas e São Lourenço do Sul”, ressalta. Até agora, estão garantidos pelo menos R$ 171 milhões para a execução da obra em 2018. “Nosso mandato somou, neste sentido, muitas audiências, abaixo-assinados com 200 mil assinaturas, mobilização e pressão política para que a obra fosse tratada como prioridade”, destaca.
Outro tema, conforme o deputado, de grande relevância e que deve ser priorizado por seu mandato é a concretização do Hospital Regional Federal. “Trata-se
de um desafio grande, pois presenciamos a maior crise da saúde dos últimos tempos, em que todos os hospitais estão em uma crise sem precedentes por falta de repasses do Estado”.
Outro desafio, que o deputado define como “chaga humana” é o Pronto Socorro Municipal (PSP) de Pelotas. “As lideranças políticas têm obrigação ética de resolver esta chaga”, salienta, comparando a situação de sofrimento das pessoas que esperam atendimento no local a tempos de guerra. O tema deve ser tratado como prioridade regional e debatido em audiência pública, no início do ano de 2019, em Porto Alegre.
Nunes esteve à frente, também, da criação da Frente Parlamentar da Pesca, que abriu espaço formal de discussão para o tema na AL. “Me dediquei muito e devo continuar me dedicando em favor dos pescadores artesanais”, ressalta.
Uma das conquistas foi a aprovação da Lei de Pesca, que prevê a proibição da pesca de arrasto a 12 milhas da costa do estado. Segundo ele, o tema enfrenta resistência por parte dos donos de grandes embarcações de Santa Catarina, que não querem aceitar a legislação.
Além disso, destaque para a criação da Frente Parlamentar em Defesa da Elaboração, Promoção e Comercialização dos Alimentos Tradicionais e Artesanais de Origem Animal e Vegetal da Assembleia Legislativa, com o objetivo de envolver entidades, gestores, lideranças em uma discussão sobre normas e requisitos que deverão ser observados na elaboração, beneficiamento, processamento e comercialização de produtos artesanais de origem animal e vegetal. A iniciativa pretende elaborar e aprovar legislação sobre o tema.
Segundo o deputado, muitas destas iniciativas são resultado de demandas apresentadas aos deputados pelos municípios.
Ele cita a segurança pública como um dos grandes desafios para os próximos anos, principalmente para o novo governador Eduardo Leite. “As bases de todos os partidos da região votaram no Eduardo em sinal de confiança”, ressalta. Para o parlamentar é esperada uma postura leal e verdadeira do governador eleito no seu cotidiano, com muita transparência. Outro gesto positivo seria a aproximação com as bancadas, o que pode ser fundamental para pactuar as mudanças que o Rio Grande do Sul precisa. “Temos questões que precisam ter convergência”, diz. Conforme Nunes, a oposição não é inconsequente e tem responsabilidade com o futuro. Por isso, acredita ser preciso qualificar a ação política e superar as diferenças ideológicas.
Também pretende continuar seu trabalho na mesma linha que já vem trabalhando nos últimos quatro anos, apenas aperfeiçoando temas. Por exemplo, o turismo é uma área que não conseguiu trabalhar, mas acredita que a região precisa ser mais articulada, pensando no setor como atividade econômica. Para o deputado, não adianta ter capacidade de trabalho e não obter resultados e o deputado precisa combinar a presença nos municípios, com a proximidade das pessoas e o resultado do trabalho. “Política tem que ter resultado, buscados a partir da presença e da proximidade com o eleitor”, finaliza.
Quem é Zé Nunes?
José Sidney Nunes de Almeida nasceu em 19 de novembro de 1964, em São Lourenço do Sul. Filho de agricultores familiares, casado com a professora Regina, é pai de dois filhos, Ismael e Pedro. Trabalhou na atividade da agricultura familiar até os 20 anos, formou-se técnico em Agropecuária no Colégio Agrícola Visconde da Graça (CAVG) e em Agronomia pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Como agrônomo, sempre atuou estimulando a organização dos agricultores familiares.
Em 1992, foi um dos sócios fundadores da Cooperativa Mista dos Pequenos Agricultores da Região Sul de São Lourenço (Coopar), da qual foi presidente. Na época, fomentou a criação da Cooperativa de Crédito (Cresol) na Região Sul, da qual também foi o primeiro presidente e articulou a criação do Sindicato da Agricultura Familiar na Região Sul. Filiado ao PT desde 1987, foi eleito vereador de São Lourenço do Sul por duas vezes, 1996 e 2000. Em 2004, elegeu-se prefeito e, em 2008, reelegeu-se com 70% dos votos. Em 2009, foi presidente da Associação dos Municípios da Zona Sul (Azonasul), tendo marcado sua gestão pela boa articulação e apoio aos municípios da região, além da criação do Consórcio Intermunicipal do Extremo Sul (Copes), do qual foi o primeiro presidente. Em 2014, foi eleito para seu primeiro mandato na AL.
Em 2016, ocupou a 1ª Secretaria da AL, segundo cargo mais importante do Parlamento. Foi proponente e coordenador das frentes parlamentares em Defesa da Micro Geração de Energias Renováveis; em Defesa da Economia Solidária; em Defesa da Conclusão e Duplicação da BR-116; em Defesa do Banrisul Público; de Apoio às Santas Casas e Hospitais Filantrópicos da Região Sul; da Reforma Psiquiátrica e da Luta Antimanicomial. Também foi responsável pela criação e coordenou as Subcomissões da Economia Solidária e das Estradas Rurais. Participa, ainda, como titular nas comissões de Economia, Desenvolvimento Sustentável e Turismo e Agricultura, Pecuária e Cooperativismo.
Redator: Tradição Regional
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