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Segundo acusação, prefeito José Antônio Rosa teria cometido infração político-administrativa
Uma denúncia feita pelo vereador de oposição ao governo de Pinheiro Machado, Fabrício Costa (PSB), foi protocolada na Câmara Municipal no dia 5 de dezembro. Através do documento, ele justificou o pedido dizendo ser infração político-administrativa, por parte do prefeito José Antônio Rosa (PDT), em relação aos prazos de envio de respostas aos pedidos dos parlamentares ao Legislativo, através de protocolo que possui o prazo de 30 dias, conforme a Legislação.
Segundo o parlamentar, foram protocolados pedidos de informação em 23 de outubro de 2018, referente a cópias de parecer jurídico da Procuradoria, que revoga a licitação (pregão presencial), em relação à contratação de uma empresa de serviços de coleta de resíduos sólidos na cidade. Costa também denunciou que buscou informações no site da prefeitura, na Central de Licitações, e visualizou que o processo foi logo encerrado. “Isso me causou estranheza”, justificou.
Mais dois pedidos de informações feitos pelo vereador, nos dias 24 e 30 de outubro, foram registrados e enviados ao Executivo em 31 de outubro e, conforme ele, não respondidos dentro do prazo da Legislação. O vereador relatou que em 2017 cobrou do chefe do Executivo o motivo pelo qual diversos pedidos de informação não estavam sendo respondidos.
Vale lembrar que em 2011, a Câmara de Vereadores julgou um caso semelhante contra o prefeito da época, que foi cassado pela maioria dos parlamentares.
Prefeito justifica acusação
José Antônio Rosa justificou o caso dizendo estar preocupado em resolver os tantos problemas que o município encontra, destacando a falta de pagamento em dia do funcionalismo, vale-alimentação, falta de serviços básicos - resultados de dívidas herdadas, entre outros. Ainda, segundo o prefeito, foram nove dias de atraso das respostas Legislativo, porque o responsável pelo setor estava no período de férias. Ele finalizou afirmando que o serviço foi normalizado.
Aceitação da denúncia é adiada
A votação do ofício nº 18/2018, que denuncia a infração política do prefeito José Antônio em relação ao não cumprimento do prazo de respostas (30 dias) ao Legislativo, foi adiada na sessão da última terça-feira (12), quando o vereador da base, Adão Pacheco (PSDB), pediu vistas do processo para a sua análise.
Em seu pronunciamento, o parlamentar justificou o pedido dizendo que é um dever dos nove vereadores estudarem a denúncia para que então seja dado o procedimento correto ao processo. Todos os vereadores foram a favor do pedido de vistas, que deve ser votado na próxima sessão ordinária, que acontecerá na próxima terça-feira (18).
Para que o processo de cassação seja aberto, dando início a Comissão Processante (CP), dois terços dos vereadores (seis) devem aceitar a denúncia.
Redator: Tradição Regional
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