Sexta, 05 de junho de 2026, 04:23h
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Depois de três sessões de discordâncias e justificativas entre os parlamentares da base governista e da oposição, a Câmara de Vereadores de Piratini aprovou por unanimidade o projeto de lei do Executivo que concede aumento para os servidores públicos municipais.
A demora se deu devido ao vereador Manoel Rodrigues ter requisitado mais tempo para tentar convencer o prefeito Vitor Ivan Gonçalves a dar o mesmo índice usado pelo governo federal para reajustar o salário mínimo. “Entendo que seria justo conceder o índice da União, que foi de 4,61%, ao invés de 3,75%. Sei que a diferença pode parecer irrisória, mas para o funcionalismo pesa a favor”, justificou Rodrigues.
O vereador Alex Matos, que é funcionário público de carreira e também presidente do Legislativo, argumentou que a demora em votar o projeto prejudicou aqueles que saíram em férias, pois estes já poderiam ter recebido o aumento.
“Que bom seria se município conseguisse dar um pouco mais de aumento, mas conversei com o prefeito e neste momento é impossível. Não há como conceder um índice maior de reajuste. O aumento proposto vai conciliar a necessidade do funcionário com a possibilidade do município. Sei que há uma defasagem absurda que já vem de muitos governos, uma vez que o nosso piso deveria ser no valor de um salário e meio nacional, e hoje é de apenas R$ 638, mas por hora 3,75% é o que se apresenta”, comentou Matos.
Já o vereador líder do governo, Sérgio Castro, contribuiu para discussão. “Esse índice é a inflação acumulada em 2018, então é legal. É preciso levar em conta o esforço que está sendo feito pelo Executivo durante esses dois anos de gestão. Uma prova disso é que mesmo diante da crise, recentemente votamos um aumento que ultrapassou 12% no que diz respeito ao auxílio-alimentação, enquanto muitos municípios da região estão acabando com esse benefício”, concluiu.
Redator: Tradição Regional
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