Sexta, 05 de junho de 2026, 03:05h
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Mesmo que a sua origem seja a região da Campanha, mais especificamente o município de Bagé, os moradores da Zona Sul sempre puderam contar com o apoio do deputado federal Afonso Hamm (PP), reeleito para o seu quarto mandato na Câmara Federal com 100.018 votos para reivindicar as suas demandas. Não é por acaso que obteve grande votação em Pelotas, onde foi o sexto candidato a deputado federal mais votado, com 3.644 votos, e Canguçu, onde apareceu como o mais votado, com 7.938 votos, a sua segunda maior votação no estado.
“Sou um representante autêntico da Zona Sul há três mandatos, onde estão de 25% a 30% dos meus eleitores”, diz Hamm. Segundo ele, em 12 anos de mandato, não possui residência na capital e faz questão de manter seus vínculos com a região. A família e a propriedade estão em Bagé e quando vem a Pelotas, se hospeda na casa de um dos filhos, que vive na cidade.
E a sua resposta à região vem em forma de recursos. Conforme o deputado, são mais de R$ 30 milhões já executados nos 22 municípios da região. Em visita à Zona Sul do Estado, na última semana, trouxe um alento para o setor da saúde e os hospitais da Santa Casa, de Pelotas, e de Caridade, de Canguçu, que vivem uma grave crise com cancelamentos de serviços e até mesmo ameaça de fechamento.
Hamm informou aos prefeitos Paula Mascarenhas e Vinicius Pegoraro o empenho de R$ 1 milhão em verba extraordinária, R$ 500 mil para o custeio de cada uma das instituições. “Para Pelotas falta apenas a liberação pelo financeiro e Canguçu já está acertado para o fluxo financeiro do mês de março”, salienta.
Outra grande luta do parlamentar, em Brasília, tem sido pela conclusão das obras de duplicação da BR-116, entre Guaíba e Pelotas, contorno de Pelotas e acesso ao Porto de Rio Grande. Presidente da Frente Parlamentar em defesa da rodovia, ele destaca que estão assegurados para este ano R$ 130 milhões, sendo R$ 30 milhões garantidos pela bancada gaúcha, que serão somados aos R$ 85 milhões previstos pela União no Orçamento de 2019 e a um valor de restos a pagar do ano passado. “Graças à Frente Parlamentar e ao apoio da Bancada Gaúcha, em plena crise financeira do país, agregamos R$ 115 milhões a mais por causa da mobilização de todos”, comemora.
Hamm conta que já foi viabilizado com o apoio do Exército, o início das obras dos trechos 1 e 8 de 50,8 quilômetros, de Guaíba até Barra do Ribeiro e Tapes, que têm 60% e 70% das obras concluídas respectivamente, para garantir os R$ 60 milhões obtidos no ano passado. “R$ 20 milhões já chegaram e alguns equipamentos”, diz. De acordo com o político, a ideia é ir liberando trechos, inclusive próximo a Camaquã, São Lourenço do Sul e Pelotas, onde faltam a terceira camada de asfalto e sinalização. “A intenção é trabalhar para liberar inicialmente um trecho de dez quilômetros”, afirma.
Segundo ele, por tudo isso é importante retomar a Frente Parlamentar, colhendo assinaturas e adesões. “Todas estas conquistas adviram de rodadas com Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Exército, Ministérios dos Transportes, Ministério do Planejamento, lideranças empresariais e políticas, prefeitos, entre eles, a prefeita Paula que teve papel importante. Conseguimos sensibilizar o governo federal e queremos manter esta agenda com o novo governo”, afirma.
Uma das grandes bandeiras para este ano é a desobstrução jurídica da licitação da ponte sobre o rio Camaquã, em Cristal, para que saia do papel e iniciem as obras. “Estamos trabalhando nesta questão da ponte e estou muito otimista com os resultados. Não podemos correr o risco de ocorrer no local o mesmo que ocorre na BR-101 em Santa Catarina e este ponto se tornar um gargalo na rodovia”, ressalta.
Hamm também lidera a Frente Parlamentar da Uva e Vinho, que trata ainda da cultura das oliveiras, com trabalho voltado para dar capacidade competitiva ao setor e expandir a base de produção, gerando mais empregos e renda. No setor do leite, neste mandato, ele destaca que foi muito solicitado pelas lideranças a fim de atuar e contribuir nas questões relativas às importações de leite em pó do Mercosul.
Reforma da Previdência
Apesar de considerar absolutamente necessária e importante a reforma da Previdência, Hamm destaca algumas distorções que ainda existem no texto e que precisam ser dimensionadas. “Só vou votar a favor se houver este entendimento de participação equilibrada e compatível de todos os segmentos da sociedade”, comenta.
Entre as distorções, ele cita a exclusão do texto de algumas categorias, como as Forças Armadas. Outro destaque é a aposentadoria rural, que segundo ele, deve ser considerada especial, pelas condições ambientais e dificuldades do clima, o que requer aprofundamento. Já dentre os pontos a serem melhorados, está a idade da mulher rural, que ficou igual a do homem, e também questiona o tempo maior de contribuição do trabalhador rural. Ele também defende propostas diferenciadas para professores, por exemplo. “Há questões a serem discutidas com a sociedade. O texto precisa ser remodelado, aperfeiçoado e que garanta previdência segura, que não vá ter perdas de 50% a 80% em menos de dez anos”. Ele lamenta que essas reformas não tenham sido feitas antes e os governos passados deixaram a situação se agravar. “É uma responsabilidade muito grande que mexe no projeto de vida das pessoas”, diz.
Segundo ele, o aposentado hoje concorre com o filho e com o neto e ocupa o espaço do jovem, pois a aposentadoria perdeu o seu poder de sustentação.
Quem é Afonso Hamm?
Natural de Bagé, José Afonso Ebert Hamm, de 56 anos, é engenheiro agrônomo, formado pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel), em 1984. É agricultor, pecuarista e fruticultor. Foi presidente da Associação dos Arrozeiros de Bagé, diretor técnico da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) e participou ainda da diretoria do Clube de Plantio Direto. Segundo ele, foram 16 anos produzindo arroz em Bagé.
Sua trajetória política teve início em 1996, quando foi eleito vereador em Bagé. Presidiu durante dez anos o Comitê de Fruticultura da Metade Sul. Foi secretário de Agricultura de Bagé e coordenou o Programa Nacional de Fruticultura. Ainda, atuou como assessor especial do ministro da Agricultura, Marcus Vinícius Pratini de Moraes, diretor administrativo da Emater/RS e coordenador do Programa de Fruticultura do RS. “Sempre preconizei a diversificação e a fruticultura foi uma destas atividades que produziu reflexos muito positivos à região”, fala.
Como suplente de deputado federal, assumiu como deputado na Câmara e coordenou a Bancada Gaúcha; lançou a Frente Parlamentar da Fruticultura Brasileira. Em 2005 foi eleito deputado federal, sendo reeleito em 2009, 2013 e 2017, chegando ao seu quarto mandato. “Minha atuação legislativa é forte com 34 projetos de lei e três leis aprovadas”, enfatiza. Ele destaca a Lei do Abigeato (13.330/2016), aprovada na Câmara dos Deputados e no Senado Federal e sancionada pelo presidente interino, Michel Temer, no dia 2 de agosto de 2016. “A Lei do Abigeato tipificou o crime como inafiançável e deu origem às delegacias especiais de combate ao abigeato e crimes rurais, gerando redução de mais de 40% nestes crimes na média geral do Estado”, diz. Segundo ele, já foram desarticuladas 29 quadrilhas e mais de 260 pessoas presas.
Outro destaque para o PL 6717/2016, que trata do porte rural de armas. A proposta foi inserida nos artigos 71, 72, 73 e 89 do Projeto de Lei 3722/2008 – Estatuto do desarmamento – Relatório aprovado na Comissão Especial e aguarda votação no plenário da Câmara dos Deputados “Trata-se do porte rural de forma responsável”, afirma.
Redator: Tradição Regional
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