Quinta, 04 de junho de 2026, 07:58h
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Em coletiva de imprensa realizada na manhã da última quinta-feira (2), o presidente da Câmara de Vereadores Fabrício Tavares (PSD) anunciou a compra do atual prédio-sede do Legislativo pelotense. A aquisição alivia o peso do valor do aluguel pago atualmente: R$ 44 mil por mês, um gasto de cerca de R$ 528 mil ao ano.
Segundo Tavares, um dos motivos que levou a tomar a decisão em adquirir o prédio é o alto valor do aluguel, o qual já foi apontamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE). “Resolvemos uma novela que dura vinte anos. A Câmara de Vereadores já teve a perspectiva de estar em vários lugares e nunca se concretizou. Hoje, então, estamos aqui resolvendo um problema histórico”, comenta.
A verba será com recursos do Fundo Especial para Reaparelhamento da Câmara, o mesmo que final do ano passado causou polêmica após empréstimo ao Executivo para pagamento de salários do funcionalismo. O casarão na rua XV de Novembro foi avaliado em R$ 4,550 milhões.
“Conforme compromisso assumido no início do ano pela prefeita Paula Mascarenhas (PSDB), ela começará a devolver o dinheiro pagando o valor da primeira parte deste imóvel. Iremos dar de entrada 30% do valor - R$ 1,365 milhão - e o restante será parcelado em 12x de R$ 265,4 mil”, explica o parlamentar.
A ampliação do prédio também está sendo estudada e tem duas opções: ou a construção de segundo piso em cima do plenário ou a compra de dois prédios ao lado do atual. Medidas na administração também terão mudanças, como a implantação de câmeras de segurança, identificação de visitantes e o controle eletrônico de voto e presença dos parlamentares.
Decisão gera polêmica
Vereadores que não integram a Mesa Diretora da Casa questionam a decisão. De acordo com Ivan Duarte (PT), Fernanda Miranda (PSOL), Marcus Cunha (PDT) e Vicente Amaral (PSDB), existem outras opções que não foram estudadas como deveriam - a exemplo da construção de um novo prédio.
Para os vereadores, o processo não foi transparente. Durante a coletiva, Duarte reclamou de “forma apressada” para resolver o problema. Em contrapartida, o secretário da Câmara, Marcos Ferreira (Marcola) (PT), alegou que a solução é de interesse público. “Não vou aceitar que acusem de atropelar o processo. Estamos fazendo aquilo que a população espera. Estamos pagando aluguel de R$ 44 mil, há um apontamento do TCE sobre isso e o dia de hoje marca o fim de uma sangria”, defende.
Redator: Tradição Regional
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