Quinta, 04 de junho de 2026, 02:50h
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Lideranças da Azonasul receberam representantes das instituições federais de ensino da região para entender consequências na região do corte federal na educação
Na manhã de hoje (14), prefeitos e lideranças da Associação dos Municípios da Zona Sul (Azonasul) estiveram reunidos com representantes das universidades federais da região, para debater o bloqueio do governo federal de 30% do orçamento para a educação, com ênfase em suas possíveis consequências para o sul gaúcho. A reunião extraordinária foi na sede da associação, em Pelotas, e houve consenso entre os presentes sobre o caráter negativo da medida para a economia e o desenvolvimento da região, bem como a necessidade de articular, através das possibilidades da Azonasul, medidas que revertam o caso.
Como representação dos órgãos educacionais participaram o vice-reitor da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Luis Centeno do Amaral, o assessor do Instituo Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-riograndense (IFSul), Antônio Carlos Barum Brod, a reitora da Universidade Federal do Rio Grande (Furg), Cleuza Maria Sobral Dias e a coordenadora acadêmica do Campus Jaguarão da Universidade Federal do Pampa (Unipampa), Paula Trindade da Silva Selbach. Cada um expôs o quadro específico de sua instituição e demonstraram ser a manutenção predial dos campi e o investimento em pesquisa os setores que estão mais prejudicados, desde que a medida foi anunciada, no fim do mês passado, pelo Ministério da Educação. “A universidade é da comunidade. Seu ensino e suas atividades colaboram para o país e seu desenvolvimento tecnológico, mas principalmente, de forma direta, para o desenvolvimento de Pelotas e região. Em termos práticos, os impostos arrecadados e investidos na UFPel, convertem-se em retorno para a economia local, com serviço de extensão, como de saúde e com mão de obra qualificada”, pontuou o vice-reitor da UFPel.
A reitora da Furg também se pronunciou e destacou que os salários dos servidores estarão garantidos e que o bloqueio afeta, sobretudo, os custos de funcionamento. “Desde 2015 vivemos em contingenciamento, mas é a primeira vez que ele é estipulado em forma de bloqueio. E isso nos assusta, porque não temos a possibilidade de trabalhar com os limites orçamentários estipulados. O corte anunciado respinga na Furg com 36% de bloqueio do que destinamos para “funcionamento”, isto é, limpeza, jardinagem, serviços de vigilância e motorista e manutenção predial”, explicou a reitora.
Ao fim da reunião, Amaral convidou as lideranças da Azonasul para comparecer no encontro das reitorias das universidades e institutos federais com os presidentes da Câmara e do Senado federais, em Brasília, no dia 22 desse mês. Os prefeitos da associação se comprometeram a articular sua ida, bem como redigir um documento para entregar ao Legislativo Federal, com as principais consequências que o corte na Educação gera na zona sul gaúcha.
Redator: Tradição Regional
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