Quinta, 04 de junho de 2026, 00:38h
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Foi-se o tempo em que Jaguarão era uma cidade pacata, onde se podia ficar com as casas abertas até altas horas ou mesmo tomando chimarrão em frente delas. Hoje os jaguarenses vivem amedrontados com a criminalidade que vem crescendo há meses. Segundo a delegada da Polícia Civil (PC), Juliana Garrastazu, a maioria dos crimes é impulsionada pelo crescimento de usuários de drogas. “Se formos fazer uma análise de todas as pessoas presas, a maioria é usuária. A droga está fazendo com que essas pessoas cometam delitos patrimoniais. O que se percebe é que, antigamente praticavam-se delitos patrimoniais sem violência ou graves ameaças, furtos ou arrombamentos e este cenário inverteu devido ao aumento das drogas, pois o acesso está muito fácil”, diz.
Juliana ainda ressalta que 80% dos crimes giram em torno de drogas ou em razão do tráfico, em guerra de espaço de consumo. “Então, a questão não é só de segurança pública, mas sim de saúde pública. Precisamos mover outros setores do município para tentar combater esse problema, temos que enfrentar essa temática de frente, atacando preventivamente, educando nossos jovens”, afirma.
A chefe da Polícia Civil ainda diz que a instituição juntamente à Brigada Militar (BM) vem desenvolvendo uma força tarefa em Jaguarão para localizar os pontos de tráfico e com isso prender os meliante. “Embora estejamos com apenas seis policiais na ativa dentro da PC, estamos trabalhando e muito para combater esses crimes”, ressalta.
Assim como a delegada, o major Martinez, da BM expôs a falta de efetivo para atuar em Jaguarão. “Existe uma deficiência do efetivo, não só em Jaguarão, como em todo o RS. Estão para formar cerca de 150 alunos no mês de julho, que serão destinados para a Região Sul do estado”.
Martinez afirma que nos meses de março, abril e maio totalizaram em 1.433 pessoas abordadas com 123 prisões, 392 ocorrências atendidas e 16 foragidos capturados. Os policiais pedem para a população que auxiliem no trabalho. “Ao invés de postar nas redes sociais, vá até a delegacia e registrem ocorrências, caso contrário os crimes ficarão impunes. A participação da comunidade é de suma importância para nosso trabalho, pois não conseguimos estar em todos os lugares ao mesmo tempo, por isso pedimos a colaboração. Pedimos também que tenham discernimento quando forem postar algo nas redes sociais”, diz Juliana.
E para o auxílio, a BM disponibilizou um número de WhatsApp (53) 98448-8247 para que a comunidade possa denunciar de forma anônima. “É um número onde as pessoas possam nos auxiliar de forma completamente sigilosa, mais um mecanismo de tecnologia que estamos colocando à disposição da população para que haja um auxílio no combate a criminalidade”, finaliza Martinez.
Redator: Tradição Regional
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