Quarta, 03 de junho de 2026, 22:10h
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Os tão requisitados quebra-molas da rua 24 de Maio, uma das três vias de acesso asfaltadas de Piratini, construídos após a união de moradores que, cientes dos perigos oferecidos pela alta velocidade em que os veículos trafegavam no local, decidiram custear o material usado na obra, tiveram sua instalação amplamente discutida na sessão ordinária da Câmara de Vereadores realizada na última segunda-feira (27). Para dar explicações aos parlamentares, o chefe do Departamento de Mobilidade Urbana, Jânio Azevedo e o presidente do Conselho Municipal de Trânsito, Pedro Fabres fizeram-se presentes na sessão.
Entre os reclamantes da lombada ainda não concluída pela prefeitura, o presidente da Casa, Alex Matos, do Progressitas, fez suas críticas à obra, observando em vários momentos que não é contra a mesma, desde que siga uma série de determinações.
“É óbvio que essa rua necessita de quebra-molas, mas além da obra estar sendo feita há, no mínimo três meses, é também responsável por inúmeras queixas que chegaram até mim devido as suas medidas totalmente fora das especificações padrão a serem obedecidas nessas situações”, disse Matos, afirmando ainda que a construção de redutores deve ter a supervisão de um engenheiro e obedecer às medidas determinadas pelo Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN), o que segundo o vereador, não aconteceu.
“Está danificando os carros que mesmo passando a vinte quilômetros por hora ainda assim estão batendo na base que, ao invés de ter dez centímetros como reza a lei, tem dezoito centímetros de altura. Então defendo que eles sejam eliminados e que se construam outros que obedeçam as medidas”, acrescentou.
Jânio Azevedo discordou do vereador, afirmando que os redutores estão dentro das normas, mas admitiu a demora na conclusão, atribuindo isto à Secretaria de Urbanismo e Serviços Públicos, que conforme ele, não atendeu aos seus reiterados pedidos para que a obra seja finalizada.
Indagado sobre a não conclusão que prejudica o trânsito no local, o secretário da pasta em questão disse que à sua equipe resta apenas fazer a pintura de sinalização aos motoristas. “No que diz respeito à construção, nós já fizemos nossa parte. O que aconteceu é que recebemos as medidas a ser obedecidas, fizemos usando o gabarito fornecido e ficou muito alto, portanto não é culpa da prefeitura”, falou.
Redator: Tradição Regional
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