Sexta, 10 de julho de 2026, 03:41h
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O governo federal pediu prazo até 08 de agosto para instalar a mesa de negociação e mais 30 dias para concluir os trabalhos de revisão
Na quarta-feira (1º), após quase cinco horas de reunião no Ministério dos Transportes, em Brasília, o Movimento União Brasil Caminhoneiro (MUBC) comprometeu-se em encerrar por completo e de imediato a paralisação nacional que durou sete dias. O acordo foi feito após o ministro dos Transportes, Paulo Passos, abrir negociação para rever os pontos reivindicados pelos caminhoneiros.
O governo federal pediu prazo até 08 de agosto para instalar a mesa de negociação e mais 30 dias para concluir os trabalhos de revisão. O movimento pede, entre outros pontos, maior prazo para a implementação da Lei n° 12.619, que determina que haja descanso diário ininterrupto de 11 horas e parada de 30 minutos a cada quatro horas no volante.
Os caminhoneiros argumentam que as rodovias brasileiras não têm infraestrutura adequada para que eles cumpram a norma. Na ocasião da aprovação da lei, a presidenta Dilma Rousseff vetou o artigo que previa a construção de postos de descanso. Além de maior prazo para cumprir a lei, os caminhoneiros querem a revisão de resoluções da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) que, segundo eles, prejudicam a categoria.
Prejuízos no RS
No Rio Grande do Sul, o protesto dos caminhoneiros causou prejuízos para produtores e a indústria do leite. Durante dois dias, grande parte da produção não chegou às indústrias, gerando prejuízo diário de mais de R$ 6,4 milhões devido a não liberação das cargas. De acordo com levantamento feito ainda na terça-feira (31) pela Associação Gaúcha de Laticinistas e Laticínios, até a data já haviam sido perdidos mais de 16 milhões de litros de leite no Estado. “É uma situação muito grave, que vai atingir todas as regiões”, avalia o presidente da associação, Ernesto Krug.
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