Quinta, 09 de julho de 2026, 09:17h
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O saguão da Prefeitura de Piratini ficou lotado de beneficiados pelo Programa Minha Casa Minha Vida, ligado ao Programa Nacional Habitacional Urbano (PNHU). A cerimônia, que marcou a assinatura de 37 contratos que vão permitir a construção das unidades habitacionais para quem tem renda familiar de até R$ 1.600,00, ocorreu na última semana na presença dos membros da equipe que coordena a parte social do projeto, lotada na Secretaria Municipal de Cidadania e Assistência Social; do presidente da Crehnor Sul, Leonir Vieira, agente financeiro das futuras moradias; e do prefeito Vilso Agnelo.
Entre os contemplados, dois em especial chamaram a atenção e podem ser vistos como símbolos da conquista do principal sonho dos brasileiros: a casa própria. O ex-vereador Vilson Gomes, que durante quatro mandatos ocupou uma cadeira no Legislativo piratiniense, é um deles, pois só agora, aos 76 anos, poderá aproveitar a aposentadoria sem a pressão do aluguel. Ele se beneficiou dos 3% exigidos pela lei e que devem ser destinados para idosos. “Embora tendo sido vereador, a situação financeira não permitiu que eu tivesse uma casa. Agora é um sonho realizado. O aluguel rouba boa parte do que a gente ganha e a casa própria será uma tranquilidade”, declarou o idoso.
A emoção de Willian Jesus Coelho, também simbolizou a felicidade de quem vê próximo a realização da grande meta. “Este momento é motivo de emoção para todos nós, chefes de família e pais”, resumiu. O trabalhador de serviços gerais revelou que todos os meses destina R$ 150,00 dos R$ 400,00 que ganha para o pagamento do aluguel da casa com três cômodos, onde mora com a esposa Mileni e os cinco filhos, a mais velha com 12 anos e a caçula, Estéfany, com três meses. “Não é fácil você ter que colocar quatro dos seus cinco filhos no mesmo quarto para dormir. Ter a casa da gente e poder dizer que é sua, é como ter liberdade”, concluiu.
Do projeto orçado em R$ 1.6 milhão, cada moradia custará R$ 29 mil e será construída com recursos do Governo Federal - R$ 25 mil -, do Estado - R$ 3 mil -, e do município R$ 1 mil. Conforme o presidente da Crehnor, Léo Vieira, dos cinco mil municípios que disputaram as 3660 habitações disponíveis para a região, a Crehnor conquistou 874, sendo que o projeto de Piratini não foi escolhido por acaso e sim por ter sido bem elaborado pelo setor técnico da prefeitura. “O relatório tinha qualidade e apresentou dados consistentes e convincentes”, elogiou Vieira, dirigindo-se a equipe da secretária de Cidadania e Assistência Social, Paula Ferreira.
O prefeito Vilso Agnelo falou da inclusão que o programa de habitação vai proporcionar. “É um dia importante por realizar sonhos num país onde infelizmente valemos mais pelo dinheiro que temos e quem não o possui, fica a mercê da sorte ou conta com administradores que mantém boas relações com governos de todas as cores partidárias”, disse o prefeito. Ele destacou a importância da parceria com o agente financeiro. “Temos a vontade, mas não a experiência e estrutura para a construção. Por isso, a importância da CREHNOR, pois sem eles não teríamos condições de executar este projeto”, reconheceu. A expectativa por parte do Estado é de que no início de 2013 os recursos já tenham sido depositados.
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