Quarta, 08 de julho de 2026, 19:07h
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Prefeito Eduardo Leite concedeu entrevista coletiva para explicar o ocorrido no Carnaval 2013
O prefeito Eduardo Leite, acompanhado pela vice Paula Mascarenhas e por equipe de gestores da prefeitura de Pelotas, concedeu entrevista coletiva à imprensa na tarde deste domingo (24), no salão nobre do Paço Municipal, sobre os últimos acontecimentos, que culminaram com o cancelamento da programação prevista para a Passarela no Samba neste sábado (23) e domingo (24).
Ao longo de uma hora, Eduardo fez a leitura de uma nota oficial (veja abaixo, na íntegra), que logo foi entregue aos profissionais de comunicação, e respondeu às perguntas dos jornalistas. Ele explicou que, apesar da extrema boa vontade do Corpo de Bombeiros e da prefeitura, a liberação da Passarela acabou sucumbindo em favor de uma nova norma técnica dos Bombeiros, instituída em outubro de 2012, que exige que o degrau de conexão das arquibancadas com as escadas de acesso (utilizadas para entrada e saída das arquibancadas) seja mais largo do que havia sendo feito, em anos anteriores, a fim de facilitar a retirada do público, em casos emergenciais.
Eduardo frisou que, assim como diversos estabelecimentos foram fechados pelos Bombeiros, por não atender às exigências legais, o comportamento da prefeitura foi isonômico, acatando a determinação da Corporação, sem forçar a abertura da Passarela.
“Estávamos sendo otimistas e realmente acreditávamos que a Passarela seria liberada ontem (23). Por isso pedimos desculpas à Banda Empolgação, já que não imaginávamos que pudesse acarretar em um transtorno tão grande”, disse o prefeito, reiterando seu profundo respeito e consideração pelos carnavalescos e entidades que fazem o carnaval acontecer em Pelotas.
“A nossa firme disposição é para que haja Carnaval em Pelotas, mas não vamos improvisar nem enjambrar. Queremos a estrutura adequada e garantias técnicas de haverá segurança para todos e tudo dentro da legalidade”, ponderou o prefeito. Ele disse que a empresa contratada irá desmontar toda a estrutura das arquibancadas e remontá-la, de acordo com a nova exigência dos Bombeiros. “Não vamos falar em datas. Somente após confirmada a liberação da Passarela é que chamaremos as entidades para reprogramar os desfiles”, antecipou.
Nota oficial
Primeiramente, queremos lamentar profundamente o impasse surgido ontem, 23, quando esperávamos estar abrindo oficialmente o Carnaval de Pelotas e, ao contrário, tivemos de cancelar os desfiles que ocorreriam nas duas primeiras noites.Sabíamos, antes mesmo de assumir o governo, do exíguo tempo com que contávamos para realizar tudo o que seria necessário a fim de que pudéssemos ter um Carnaval tranquilo e seguro.
Passamos, desde o início desta Administração, a correr contra o tempo.Sempre dissemos que pretendíamos conversar com a comunidade carnavalesca e com os pelotenses em geral, para projetar, para os próximos anos, um Carnaval que correspondesse aos anseios de todos. No que respeita aos fatos que levaram o Corpo de Bombeiros – na execução da tarefa fiscalizadora que lhes diz respeito – a interditar a Passarela do Samba, importa-nos informar que o motivo principal prendeu-se a não observação de um requisito determinado por uma instrução normativa expedida pela Corporação, no final de outubro de 2.012, dizendo respeito, em síntese, à não conformação do acesso às arquibancadas à necessidade de o degrau de conexão destas com as escadas ter, ao mínimo, 1m e 20cm.
Sem usar de justificativas que talvez pudessem vir a serem aceitas - não fosse o atual momento de comoção nacional, em face do ocorrido recentemente em Santa Maria, com a Boate Kiss - queremos deixar claro que a empresa que edificou as arquibancadas é a mesma que já desempenhou este serviço nos últimos carnavais.
É importante esclarecer, ainda, que, muito embora verificada a inadequação antes mencionada desde a primeira vistoria, o Corpo de Bombeiros dispôs-se a realizar, já ao fim da tarde de sábado, nova vistoria, o que deixou-nos a fundada impressão de que, realizadas outras pequenas adequações previstas, viria a ser liberada, afinal, a Passarela do Samba.
Compreendemos as elevadas responsabilidades da corporação à qual está afeta a tarefa de dar garantias de segurança à população em eventos de grande afluência de pessoas. Como, porém, jamais foi descartada, desde logo, a possibilidade de a licença ser deferida – o que, afinal, poderia ter ocorrido de imediato, de vez que dizia respeito a uma questão estrutural que não poderia vir a ser sanada em poucas horas – foi alimentada a nossa expectativa de que, à semelhança de outros carnavais, a passarela viesse a ser liberada.Acreditamos que a boa vontade e o otimismo das partes envolvidas – Prefeitura e Corpo de Bombeiros – no sentido de dar equacionamento a dificuldades tão comuns em organizações de carnavais, acabaram, ao fim – e já tardiamente – sucumbindo diante das normas de segurança que, hoje, se impõem com especial rigor.
Eduardo Leite
Prefeito de Pelotas
Redator: Assessoria de Imprensa
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