Quarta, 08 de julho de 2026, 11:35h
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A própria equipe comandada pelo delegado Paulo Costa, titular da Delegacia de Polícia Civil de Piratini, está chocada com ato de violência ocorrido no 5º distrito, em localidade não revelada para reduzir as chances de identificação da vítima. Uma menina de apenas sete anos foi estuprada pelo menos três vezes, mesmo após a mãe ter sido avisada do ocorrido na primeira vez.
O caso chegou ao conhecimento da polícia através do Conselho Tutelar e o delegado Paulo Costa disse que neste momento nem mesmo os pais da criança, que não participaram da denúncia, estão fora da lista de suspeitos. “A polícia não descarta ninguém inicialmente. Trabalhamos com a possibilidade de corresponsabilidade dos pais até mesmo por sua pouca colaboração na investigação”, disse Paulo Costa. Segundo ele, os pais podem ser responsabilizados em caso de omissão, não denunciando um ato tão grave. “Se ficar comprovado, a mãe passa a ingressar no campo penal como coautora do crime”, explicou Costa.
A criança está internada em Pelotas e pode ter colaborado para a identificação do suspeito através de reconhecimento fotográfico, mas para não ampliar o trauma, o processo é cercado de cuidados. “Tudo está sendo e continuará a ser feito com o maior cuidado. É um tipo de violência que fica para o resto da vida, então não podemos correr o risco de ao tentar reconstruir os fatos, chocar ainda mais a vítima”, explicou o delegado, que ampliou dizendo que as informações estão sendo subtraídas por psicólogos e integrantes da equipe médica, através de conversas com a criança.
“Instauramos o inquérito assim que recebemos a denúncia e a perícia confirmou a violência sexual. Temos o máximo interesse em encontrar e prender o suspeito para evitar não só a fuga, mas também que ele volte a cometer o crime”, finalizou o delegado.
Ele reforçou que a polícia já trabalha com no mínimo um nome apontando pelas investigações e que enviou à justiça local o pedido de prisão. Até o fechamento dessa edição, a equipe aguardava uma posição do juiz local para prender o suspeito. O policial comentou a possibilidade da justiça não deferir o pedido de preventiva. “Apesar de ser um crime repugnante, gravíssimo e que nos causa um sentimento especial de justiça, sabemos como se dão os procedimentos na justiça. Isto é necessário para evitar um crime também grave que seria a prisão de um inocente”, disse.
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