Ter�a, 07 de julho de 2026, 20:45h
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Nas próximas semanas, ações semelhantes deverão se repetir em outros municípios da região
A luta pela revisão dos contratos de pedágio do Polo Pelotas reuniu dezenas de pessoas na manhã de sábado (11), no calçadão de Pelotas. A ação, organizada pela deputada estadual Miriam Marroni com o apoio do vereador Marcus Cunha, coletou nomes para um abaixo assinado que será encaminhado ao Ministério dos Transportes.
Segundo Miriam, que é autora do projeto de lei que criador do controle online do tráfego nas praças, a ideia de retomar a discussão sobre o modelo atual de cobrança de pedágios surge a partir de duas atitudes distintas: o enfrentamento que o Governo Tarso tem atualmente com as concessionárias de trechos de estradas estaduais, e as obras de duplicação da BR-116 e BR-392, ambas rodovias federais e que recebem melhorias exclusivamente com recursos da União. “A duplicação não estava prevista no contrato firmado em 1996 com os governos Estadual e Federal, então é preciso rever os contratos. As melhorias estão sendo feitas com dinheiro público, e os motoristas não podem mais ser sujeitados a pagar as tarifas mais caras do país”, opina Miriam.
Segundo a parlamentar, não são apenas os motoristas que sofrem com a cobrança. O valor cobrado nas praças acaba refletido no preço cobrado por bens e serviços, devido à elevação no custo dos fretes. “Se a tarifa é elevada, o frete também fica mais caro, o que aumenta o preço da comida, o preço da roupa, e de tudo que é transportado via rodovia. O pedágio é uma cancela que atrasa o desenvolvimento da região”, afirma a deputada.
Além da deputada Miriam Marroni e do vereador Marcus Cunha, o deputado federal Fernando Marroni e os vereadores Beto da Z3, Ivan Duarte, Marcola e Tenente Bruno participaram da mobilização.
Nas próximas semanas, ações semelhantes deverão se repetir em outros municípios da região, como Canguçu, Cristal, Arroio Grande e Rio Grande, que são igualmente afetados pelas altas tarifas.
Sobre o Polo Pelotas
A concessão inicial era de 15 anos, como os demais polos de pedágio no Estado. No entanto, o contrato foi alterado através do Termo Aditivo nº 001/00, permitindo a cobrança durante 25 anos contados do início da implantação de cada praça de pedágio.
Para justificar a dilatação do prazo, a extensão do polo foi alterada de 551,5 km inicialmente propostos para os atuais 623,8 km.
Os valores cobrados nas praças da região
Automóvel: R$ 9
Caminhão leve: R$ 12,50
Automóvel e caminhonete: R$ 13,60
Automóvel e caminhonete com reboque: R$18,10
Caminhão e ônibus: R$ 18,70
Caminhão com reboque: R$ 25 a 37,40
Redator: Assessoria de Imprensa
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