Ter�a, 07 de julho de 2026, 19:34h
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“O morador da zona rural é também cidadão, como o da cidade”, disse o prefeito
Buscar soluções para o passe livre de usuários no transporte coletivo da zona rural do Município. Esse foi o foco do encontro do prefeito Eduardo Leite, juntamente com a secretária de Gestão da Cidade e Mobilidade Urbana Joseane Almeida, com as comunidades das áreas, na tarde de hoje (15), no Salão Nobre do Paço Municipal. A reunião com o Executivo foi solicitada pelo vereador Luiz Eduardo Brod Nogueira (professor Adinho). Na oportunidade, Eduardo reconheceu a legitimidade do pedido e adiantou que a prefeitura está fazendo um estudo técnico de impacto financeiro para apontar de qual fonte obterá o recurso. Ele disse que na próxima semana o Executivo terá um posicionamento definitivo sobre o assunto.
Esteve na pauta do encontro, a gratuidade de pessoas portadoras de deficiência temporária no transporte coletivo rural, benefício amparado pela Lei 5.212, de 05 de janeiro de 2006, e a gratuidade no transporte coletivo rural às pessoas com 65 anos ou mais. O Estatuto do Idoso assegura esse direito aos moradores da zona urbana e semi-urbana - Pelotas tem uma lei municipal que garante a gratuidade na área urbana às pessoas com 60 anos ou mais -, mas que não contempla os da colônia. As duas propostas já tinham sido encaminhadas pelo vereador Adinho como emendas à Lei Orgânica do Município, porém foram derrubadas pelas empresas de ônibus.
“Concordo com os dois projetos e o governo vai fazer o possível para restabelecer o benefício”, explicou Eduardo. “Na minha ótica e na da prefeitura, o serviço de transporte coletivo da cidade precisa ser tratado de igual para igual”, disse Eduardo, projetando que o Município passará por um longo processo licitatório e tratará também da tarifa adequada para a zona rural”, completou o prefeito.
Os usuários do Centros de Atenção Psicossocial (CAPSs) relataram ao prefeito as dificuldades que têm para se deslocarem ao Centro. A regularização da gratuidade da passagem no itinerário é um pleito aguardado por todos. Eles frisam que, sem essa conquista, não têm como se deslocar para a zona urbana para fazer o tratamento médico adequado.
Defensor do tratamento igualitário entre a zona rural e a zona urbana, o prefeito foi taxativo: “O morador da zona rural é também cidadão, como o da cidade”, disse. “Se o governo deixar de oferecer os serviços essenciais nas áreas de educação, saúde e trânsito, entre outras, estaremos contribuindo para que estas pessoas desistam de permanecer na zona rural, e isso não é certo”, finalizou Eduardo.
Redator: Secom
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