Ter�a, 07 de julho de 2026, 05:08h
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Vereadores Rodinha e Formiga recolheram assinaturas junto com a deputada Miriam Marroni
Uma mobilização na segunda-feira (24), durante o Processo de Participação Popular e Cidadã que ocorreu no Esporte Clube Cruzeiro, reuniu assinaturas para um pedido de revisão dos preços das praças de pedágio do polo Pelotas, que inclui as cidades de Canguçu, Jaguarão, Pelotas, Cristal, Camaquã, Posto Branco e Rio Grande.
O abaixo-assinado seria entregue para o ministro dos Transportes Cesar Borges na sexta-feira (28) – depois do fechamento desta edição -, quando ele era esperado em Porto Alegre. “Nós queremos conversar com o ministro, entregar o abaixo-assinado e o documento, buscando rediscutir o modelo do polo Pelotas”, disse a deputada Miriam Marroni, que esteve em Canguçu para o recolhimento das assinaturas.
Miriam revelou não ser contra a existência dos pedágios, mas criticou a quantidade de praças e o custo. De acordo com ela, dos polos que obtiveram concessão, no ano de 1996, o de Pelotas é o único que teve contrato modificado, passando a ser federal e com duração até 2016, diferente dos demais, que encerram neste ano. A deputada também explicou que o modelo do pedágio precisa ser revisto, já que foi usado dinheiro público na duplicação de rodovias como a BR-116, sem investimento das concessionárias.
Para o vereador Rodinha, o pedágio traz constrangimento à comunidade, provocando o que ele classifica como um estado de guerra. “Nós vemos trabalhadores da região se confrontando com caminhoneiros, cada um defendendo a sua teoria. E quem posa de bom moço é a concessionária de pedágio”, alega.
O parlamentar afirma que, junto com o vereador Formiga, pretende fazer um debate com as comunidades da região da praça de pedágio, e afirma que o problema se encontra no sistema que privatizou as rodovias e as entregou para a iniciativa privada, o que estaria levando os rendimentos do município. “A concessionária arrecadou, em 2011, R$ 156 milhões e investiu apenas 6,6% na manutenção de rodovias, devolvendo aos seus acionistas em torno de R$ 45 milhões, ou seja, nove vezes mais do que ela arrecadou na manutenção de estradas foi devolvido em forma de lucro para os acionistas”, afirma.
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