Segunda, 06 de julho de 2026, 23:35h
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Criticando a quem classificou como “pessoas maldosas ou desinformadas”, o secretário de Obras, Nevinho Nörnberg, concedeu entrevista à Rádio Liberdade na terça-feira (09). Dentre os temas tratados, o titular dedicou especial atenção à pavimentação da rua Fernando Ferrari, onde a obra iniciada na administração anterior foi colocada sob suspeita de irregularidade. Nevinho contestou a informação de que a obra de pavimentação já tivesse sido concluída pela administração anterior. “Aquela obra foi trancada pela Caixa Econômica Federal. A Caixa simplesmente disse: enquanto não restaurar o trecho danificado nós não vamos liberar o recurso para a conclusão”, explicou.
Alguns trechos da Fernando Ferrari apresentaram problemas na pavimentação, onde o terreno cedeu e a pista ficou em desnível. O motivo seria o tipo de material usado na compactação da via. Segundo o secretário, quando os operários começaram o trabalho de correção da obra, veio a surpresa. “Ao remover o material que ali foi colocado para compactação, encontramos pneus, garrafas plásticas, latinhas de cerveja e refrigerante, galhos de árvore, tudo compactado de forma esdrúxula. É claro que se esse material foi usado, o terreno iria ceder”, analisa.
De acordo com o titular da Secretaria de Obras, o material já foi retirado e a prefeitura já realizou o licenciamento do material adequado. O próximo passo agora é refazer a compactação de forma correta. Um inquérito foi aberto para apurar de quem foi a responsabilidade pela condução da obra e quem autorizou a utilização daquele tipo de material. “Vamos gastar mais de R$ 60 mil para refazer aquela obra. A comunidade não pode pagar por isso de novo. Alguém terá de pagar, seja o responsável técnico, seja o antigo gestor”, afirmou Nevinho, que projeta a conclusão da obra ainda em 2013.
Recado para a oposição
O secretário, que é filiado ao PDT e alcançou uma vaga no Legislativo pela primeira vez este ano, foi duro ao criticar o papel da oposição no governo. Segundo ele, algumas emendas são apresentadas unicamente com o interesse de atrapalhar o trabalho do prefeito Gerson Nunes. “Quero fazer um pedido para essa oposição, por vezes raivosa, que ainda está viúva do processo eleitoral. O Gerson e o Neizinho não estão lá porque querem. Estão porque o povo decidiu. Quem são eles para analisar seis meses de governo, se ficaram 16 anos no poder e não fizeram o trabalho?”, questionou.
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