Segunda, 06 de julho de 2026, 22:38h
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Ao não ter seu pedido para que às bancadas governistas não levassem à votação o projeto do Executivo que autoriza o leilão de veículos sucateados - hoje depositados nas dependências do Centro de Eventos Erni Alves - atendido, a oposição encontrou no pedido de vistas ao projeto a maneira de protelar a autorização para a venda.
A discussão em torno do leilão tomou grande parte da sessão realizada na terça-feira (09), pois o PMDB questionava o paradeiro de aproximadamente 13 motores, caixas e também diferenciais que um dia integraram as carcaças que a princípio serão comercializadas.
“Dizer que alguns agora se encontram no pátio, os mesmos que haviam desaparecido e que os demais foram reaproveitados em outros veículos, é uma resposta evasiva e que afronta a inteligência de quem tem a capacidade de pensar. Já que foram reaproveitados em outros, onde estão os dos veículos que receberam estas peças?”, questiona o vereador Marcial Guastuci, o Macega.
A pergunta do vereador baseou-se na resposta cobrada pela oposição em maio e agora enviada à câmara pelo chefe de Gabinete Altino Alex Matos. Diante da situação, o PMDB assegura a criação de uma CPI, já que para isto são necessários apenas quatro dos nove votos da casa, número de cadeiras que sustenta na câmara. “Se a prefeitura deu outra destinação aos motores, caixas e diferenciais sem a aprovação do Legislativo e não quer admitir que algo está errado, vamos descobrir a localização através de peritos e do Detran”, avisou Marcial.
O líder do governo Gilson Gomes (PP), defendeu à venda das sucatas. “Não vale à pena colocar recursos para consertar nada do que está no leilão. Se for sucata, sendo irrecuperável, temos é que nos ver livres desses entulhos e repor com veículos novos”, argumentou o progressista.
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