Segunda, 06 de julho de 2026, 18:04h
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Em visita a Canguçu no último final de semana, o deputado federal Dionilso Marcon se reuniu com lideranças políticas e movimentos sociais. O parlamentar também se deslocou ao interior para participar de reuniões e ouvir demandas da população. Marcon concedeu entrevista ao Jornal Tradição Regional, avaliando o momento político do país, a tentativa de reeleição do governador Tarso Genro e a reforma política nacional. O deputado garantiu que pelo menos duas pautas de seu mandato são diretamente ligadas ao município.
Confira a seguir a entrevista completa
Jornal Tradição Regional (JTR): Qual a sua avaliação sobre as mobilizações realizadas nos últimos meses em todo o país?
Dionilso Marcon: As mobilizações nos últimos 60 dias no Brasil foram pelo passe livre nas grandes capitais, puxadas pelo movimento estudantil. Aí, no embalo dos estudantes, as manifestações passaram a ser patrocinadas pela Rede Globo, por um grupo da direita e pelo Judiciário, que vem batendo muito no PT neste último ano. Muitos foram para a rua sem pauta, sem comando e boa parte desses manifestantes tinha como único objetivo dar um golpe político na presidenta Dilma. A Direita e os ricos não aguentam mais quatro anos de governo popular, que faz para os pobres, que coloca os pobres dentro da universidade.
JTR: O plebiscito sobre a reforma política acontecerá até o ano que vem?
DM: Acho que o PMDB e os partidos da direita já enterraram o plebiscito. Porque eles têm medo do debate político, não querem que o povo trabalhador debata a forma como vamos fazer as eleições. Em Brasília, hoje, mais da metade dos deputados federais são patrocinados por 200 grandes empresas. Quem manda na Câmara Federal não é o povo brasileiro. Quem manda é o poder econômico, é o empresariado nacional ou multinacional. Por isso que o plebiscito é importante. Embora, infelizmente, acho difícil que ele aconteça em 2014.
JTR: O financiamento público de campanha seria uma alternativa para mudar esse quadro? O que mais precisa mudar na política brasileira?
DM: O financiamento público é uma saída. Custa mais barato para a população. Disso não temos dúvida. Porque hoje em dia os políticos pegam dinheiro dessas empreiteiras para fazer campanha, depois eles vão arrancar esse dinheiro no recurso público. Defendo o voto na lista, para priorizar os partidos políticos. Pode ter um misto, tipo votar na lista e na pessoa. Depois, no final, multiplica e divide pelas vagas de cada partido.
JTR: Como o PT pretende reverter no ano que vem a tradição do RS de não reeleger governadores?
DM: Acho que o governador Tarso chega muito bem nessa disputa. Ele tem posições políticas firmes. Quando ele precisou tomar posições firmes, sempre esteve ao lado do povo gaúcho, na hora das crises sempre esteve do lado dos mais fracos. Estamos fazendo alianças com o PDT, PTB, PCdoB, PR e PRB... E o bom é que vamos fazer uma disputa de projetos políticos: a RBS vem com Ana Amélia Lemos, que representa o grande empresariado, mas temos certeza que iremos reeleger o governador Tarso Genro.
JTR: E o governador pagará o piso para o Magistério antes do final do mandato?
DM: O piso é um problema de caixa no RS. Se o governador der o piso para os professores – o que é um compromisso nosso, uma bandeira do PT – então não teremos dinheiro para investir em saúde, segurança e outros problemas do Estado. Vejo que o governador já deu 76% de aumento, mas ainda precisa enfrentar esse debate político. Tem que ser bandeira do governador sentar com o CPERS e com os professores para encontrar uma saída política nesse momento.
JTR: Quais projetos de seu mandato podem beneficiar diretamente a população de Canguçu?
DM: Nós temos em Canguçu, junto com o prefeito Gerson, duas bandeiras neste momento: uma delas é zerar a falta de água no interior do município, tanto nos assentamentos, comunidades quilombolas, como em propriedades da agricultura familiar. O segundo ponto é a pavimentar o trecho de nove quilômetros da ERS-265 de São Lourenço do Sul a Canguçu. Depois, faremos um estudo de viabilidade para pavimentar de Canguçu até Pinheiro Machado. Este é um pedido dos assentados, dos pequenos agricultores e que irá interligar a região de Bagé com São Lourenço do Sul.
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