Segunda, 06 de julho de 2026, 13:31h
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A mágoa de Fábio Fetter fica evidente nas respostas dadas ao Jornal Tradição Regional durante entrevista sobre a sua demissão da prefeitura, onde ocupava o cargo de diretor de Serviços Urbanos há sete meses. Ele integrou a lista de dispensados para que a Prefeitura de Piratini consiga retornar ao índice de gastos com a folha de pagamento com os funcionários permitido pelo Tribunal de Contas. Junto com Fetter, no mínimo mais oito pessoas deixaram seus postos, número que pode chegar a 11. Fetter estava entre aqueles que assumiram suas pastas junto com Vilso em janeiro de 2009, data do início da primeira gestão do prefeito reeleito ano passado em Piratini.
Em abril de 2012, Fábio Fetter havia sido remanejado da Secretaria de Infraestrutura e Logística, responsável pela manutenção das estradas rurais, para assumir a pasta de Administração. No entanto, assim que o novo mandato começou, ele deixou o cargo de secretário, para assumir como cargo de confiança nível sete, com um salário de R$ 1.800. “Fui tirado da secretaria porque não fazia a politicagem que lá corre por todos os lados”, dispara Fetter. “O trabalho que estávamos fazendo não precisava disso, de politicagem”, opina.
A mágoa com o partido
Aos 52 anos, Fábio Fetter promete iniciar, já na próxima semana, o adeus à política, ao entregar ao Partido Progressista (PP) o pedido de desfiliação dele, da esposa Rosana e dos dois filhos. Ele conta que ficou sabendo de sua demissão através de seu chefe, Carlos Porto, na tarde de sexta-feira (03). “Fiquei surpreso, pois sou filiado a um partido que deveria no mínimo me comunicar do fato, assim como o próprio prefeito já que durante a campanha ele dizia que sempre se deve colocar gente em primeiro lugar e, isso não aconteceu”.
A notícia
Ao ser questionado sobre como está se sentido com a demissão, após anos na administração e como apoiador e defensor da reeleição, Fetter demonstra mágoa com Agnelo. “Passar por onde passei e ser liberado como se fosse um lixo, o que você acha?”, resumi o ex-diretor para logo a seguir ampliar. “O cargo para mim era de respeito e responsabilidade. Sempre cumpri minhas obrigações com respeito ao povo de Piratini. Estou tranquilo porque foram me buscar no meio do mato trabalhando na Tanagro, como tratorista. Dei o melhor de mim enquanto estive a frente das pastas, sempre em função do trabalho, não de política. Fico com aquela sensação de não ter conseguido atingir os objetivos, pois me mudaram de função e me dispensaram sem me dizer que não precisavam mais de mim”, conclui.
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