Segunda, 06 de julho de 2026, 00:07h
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Pareceres preliminares concedidos à imprensa pelo presidente da CPI dos Motores, vereador Gilson Gomes (PP), apontam para uma conclusão pró-governo. A denúncia, feita pela oposição (PMDB), sobre o desaparecimento de alguns motores tem movimentado Piratini nos últimos meses.
A tarde da última segunda-feira (30) serviu para que os membros da CPI avaliassem a frota das Secretarias de Saúde e Serviços Urbanos. Na escola agrícola, um dos depósitos das carcaças, foram encontrados diversos ônibus, vãs e Kombis, que um dia serviram para transporte escolar e que iriam a leilão. Devido as denúncias que geraram a investigação, a administração da instituição desistiu de repassá-los. “A maioria é sucata mesmo, não serve, mas todas as peças, motores e caixas, foram encontradas”, garante Gomes.
Já o relator da CPI, Sérgio Castro (PDT), constatou algumas irregularidades. “Esses aqui não deviam estar para leilão”, avalia o vereador, ao entrar em três dos nove ônibus que em sua concepção estão em bom estado e podem ser recuperados para realizarem linhas de curto percurso. A mesma opinião foi direcionada para um micro-ônibus, aparentemente em ótimo estado de conservação, mas descartado como os demais. Segundo o funcionário da prefeitura de Piratini, que acompanhou as diligencias, neste caso específico, o problema é na caixa de câmbio que quebra com frequência impossibilitando o uso.
Além da escola, foi visitado o galpão de máquinas da prefeitura e o canil municipal, locais que abrigam peças dos veículos em desuso. A opinião do único membro oposicionista da comissão, Marcial Guastuci (PMDB), não mudou com relação à última avaliação. “Não são motores, mas cascos que pertenceram a eles”. Guastuci ainda garante que irá criminalizar o caso. “Isso vai virar caso de polícia. Vou entrar com uma ação criminal, pois, principalmente nas Kombis, achei indícios de motores adulterados. Com isso, haverá uma perícia da polícia para analisar tudo outra vez”, ressaltou o vereador que ainda destacou a irregularidade na instalação de algumas peças. “Alguns motores foram colocados em veículos que estão em uso, mas os papéis não foram regularizados e a prefeitura deve dar exemplo”, conclui Guastuci, acompanhado novamente de um mecânico contratado para dar parecer técnico preliminar sobre as peças apresentadas.
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