Domingo, 05 de julho de 2026, 05:18h
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A oposição mais uma vez esperneou, mas o final já esperado se repetiu. Por cinco votos favoráveis e quatro contrários, o que significa que o voto minerva do presidente Manoel Rodrigues (PP) se fez necessário, foi aprovado na terça-feira (10) o Plano Plurianual, que é um planejamento que pré-define onde e quanto do orçamento o município vai gastar nos próximos quatro anos.
Segundo o vereador Cláudio Dias (PMDB) o texto apresenta algumas discrepâncias, e por isso mesmo foi motivo de debates durante a maior parte da sessão que durou três horas, mas os protestos, apontamentos e apelos, tanto de Dias quanto de seu colega de bancada Marcial Guastuci, não foram suficientes para convencer a bancada governista em não votar e aprovar o tema em pauta. Dias disparou: “Está praticamente tudo errado. Quanto mais eu estudo, analiso, mais chego a essa conclusão. Começa pelo prazo, pois, a lei diz que o plano deve chegar à Câmara até 31 de agosto e chegou só agora. O prefeito encaminhou para o Legislativo verdadeiros absurdos, como o valor de R$ 390 mil para iluminação pública, onde é responsável a Secretaria de Urbanismo, quando não é só ela que cuida disso”.
Logo a seguir, Claudio Dias foi corrigido por Sérgio Castro (PDT) que além de fazer a retificação concordou com um dos pontos. “Houve sim a falha do Executivo em relação aos prazos, mas quero lembrar ao vereador que esta casa votou a transferência da responsabilidade da iluminação pública, até então executada pela Secretaria de Agricultura, para a pasta do Urbanismo e Serviços Públicos”, corrigiu Castro.
Marcial Guastuci foi firme ao criticar a redação da matéria em questão. “Li ele inteiro e entendo que nós vereadores não devíamos ter votado da forma como está. Tem absurdos como a previsão orçamentária de R$ 10 mil ao ano para os hortifrutigranjeiros quando o prédio já foi cedido aos Sapadores”, aponta Macega que continua, “há ainda verba anual para o silo e armazenagem de grãos quando este já foi cedido às cooperadas da CooPiratini. Não houve estudo e nem raciocínio em cima do que estavam fazendo”.
O líder do governo, Gilson Gomes (PP), foi sucinto e ao mesmo tempo categórico:“Concordo que os prazos não foram obedecidos, mas o tempo agora é um fator que joga contra. Ou aprovávamos ou o município ficaria engessado e, sem votar o orçamento não poderia fazer nenhuma despesa, repassar convênios ou pagar servidores”, conclui.
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