Domingo, 05 de julho de 2026, 04:14h
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Momento mais tenso da sessão ocorreu quando o peemedebista Aparício criticou o colega Vinícius Pegoraro (ao fundo) pela falta de apoio
A escolha da nova Mesa Diretora da Câmara de Vereadores confirmou uma tendência natural de eleger um parlamentar da oposição para o cargo. No entanto, a sessão do dia 19 deste mês reservou algumas surpresas no cenário político. A candidatura do vereador César Silva (PSB) foi um destes momentos surpreendentes. O parlamentar, que não era cogitado para concorrer, disse que teve seu nome indicado pelo partido e, por isso, aceitou ingressar na disputa pela presidência. Silva recebeu apenas um voto – o seu próprio – na eleição que elegeu Arion Braga (PP) como novo presidente da casa. O outro candidato foi Aparício (PMDB). O vereador recebeu votos da base governista e de seu colega de sigla, Gilberto Degar. Vinícius Pegoraro, também do PMDB, votou em Arion Braga (PP). A decisão causou mal-estar entre os colegas peemedebistas.
Visivelmente contrariado, Aparício usou o microfone para lamentar a decisão de Pegoraro, que não respondeu às críticas. “Eu fiz a minha parte como peemedebista. Consultei a minha base, aqueles eleitores que são de partido e que têm tradição partidária desde aquela época de tanta luta contra a Ditadura. A mesma Ditadura que seguiu em Canguçu até o ano passado. Hoje, lamentavelmente, alguém que se diz “de partido”, não pôde votar no companheiro”, criticou. Mais tarde, César Silva (PSB), que compõe a base aliada, protagonizou um episódio emblemático, ao aceitar a indicação de Arion Braga (PP) para integrar a Mesa Diretora, sendo eleito 2º secretário. Na bancada do PT, Rodinha e Formiga expressaram surpresa diante da atitude do parlamentar.
Wendel Vilela (PTB) foi outro que surpreendeu ao votar em todos os candidatos apresentados pela oposição. Na eleição do ano passado, o petebista concorreu à presidência e recebeu votos da base governista. A base aliada apresentou candidatura apenas à presidência, se abstendo de votar para os demais cargos. A mesma linha foi adotada pelos vereadores Aparício e Gilberto Degar, ambos do PMDB. O peemedebista Vinícius Pegoraro, atual presidente do Legislativo, votou fechado com a oposição.
Arion Braga
Quem esperava um discurso polêmico ou com críticas à administração teve uma nova surpresa quando o presidente eleito subiu à tribuna. Braga é um dos parlamentares que mais tem criticado o governo de Gerson Nunes (PT). O vereador, no entanto, garantiu que terá uma postura de cooperação em relação ao Executivo. “Hoje, estamos aqui para sermos parceiros do prefeito. Temos posições, às vezes, divergentes. Mas precisamos respeitar as posições. A Câmara, e muito menos o presidente, devem ser dificultar o trabalho da administração pública”, afirmou. Em janeiro de 2014, o progressista inicia seu mandato, que terá duração de um ano. Na primeira sessão legislativa do próximo ano serão definidos os integrantes das comissões.
A votação para presidente
- Candidato Arion Braga (PP): recebeu votos de Bigico (PP), César Madrid (PP), Cristiano Aguiar (PP), Rubinho Vargas (PP), Professor Fininho (PSDB), Rodinei Jacondino (PSDB), Vinícius Pegoraro (PMDB) e Wendel Vilela (PTB), além do próprio voto.
- Candidato Aparício (PMDB): recebeu votos de Gilberto Degar (PMDB), Formiga (PT), Rodinha (PT), João Durão (PDT), além do próprio voto.
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