S�bado, 04 de julho de 2026, 09:12h
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Cerca de 27 produtores e pecuaristas piratinienses se reuniram no saguão da Prefeitura, na terça-feira (25), para requisitar urgência em obras de infraestrutura para as estradas do
3º Distrito, onde a área plantada é atualmente de 19 mil hectares
As estradas rurais de Piratini, motivo de pedidos, protestos e discussões, foi pauta no saguão da Prefeitura na terça-feira (25), quando 27 produtores de soja, trigo, arroz e milho e também pecuaristas, requisitaram urgência em uma solução para o 3º Distrito, um dos mais extensos entre os cinco existentes no município, e onde a área plantada é hoje de 19 mil hectares.
Além das estradas de chão batido, por onde em no máximo dez dias começam a ser escoadas quase um milhão de sacas, segundo o produtor Fernando Jacondino, os produtores exigiram também providências imediatas para as diversas pontes que precisam suportar o peso do trânsito dos cinquenta caminhões responsáveis por transportar os grãos colhidos. “Ano passado, isso gerou cerca de R$ 30 milhões e este ano a previsão é de um milhão de sacas, ou seja, estamos fazendo nossa parte, investindo em Piratini ao adquirir tecnologia através de máquinas de última geração, e tudo está em risco devido à falta de manutenção das estradas”, reclama Jacondino.
O produtor falou ao prefeito Vilso Agnelo, que estava acompanhado do vice, Vitor Ivan, e do secretário de Infraestrutura e Logística, Carlos Alberto Reis. Jacondino quantificou a extensão do trecho que amenizaria a crítica situação. “No momento, a manutenção em 150 quilômetros que nos possibilitarão o acesso as rodovias estaduais e federais já ajudaria. A expectativa é de três mil cargas, que hoje teriam que passar por estradas ruins, péssimas e intransitáveis, pois assim se dividem as vias do nosso distrito”, afirmou Jacondino, para logo em seguida ampliar: “Se a prefeitura não for parceira dos produtores e der uma solução imediata para esta situação, corremos o sério risco de ver comprometida a produção, pois boa parte vai se perder nas lavouras”.
O que diz o prefeito
Vilso Agnelo se mostrou sensível à situação dos produtores, mas admitiu a dificuldade em manter os 7.200 quilômetros de estradas rurais em boas condições de trafegabilidade. Justificou também o caso do distrito em questão com a grande e atípica quantidade de chuvas em 2014, e aceitou a ajuda oferecida por eles para solucionar ao menos uma parte do problema. “Há 98 anos não chovia tanto. Foram 700 milímetros de chuva de janeiro até agora, e isso fez com que a situação fugisse do nosso controle. Somos bem intencionados, queremos fazer, mas não podemos vender falsas expectativas. Temos vontade, mas muitas vezes, inclusive em virtude do tempo, ficamos impossibilitados”, admitiu o gestor que ordenou que logo a seguir ocorresse uma nova reunião a portas fechadas com o secretário Carlos Reis e os produtores, e que nela fosse traçado um plano em parceria para direcionar melhoras nos pontos de maior necessidade no 3º Distrito.
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