S�bado, 04 de julho de 2026, 04:58h
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Um verão com muita chuva, acima do que se esperava, foi essencial para que o grão da soja se desenvolvesse, deixando, também, os produtores de Piratini animados e cheios de expectativa com relação ao aumento da produção. Segundo William Westermann, produtor e gestor de uma empresa de estocagem, os planos são de colher 70 mil toneladas de soja este ano, 15 mil a mais do que foi retirado das lavouras do município em 2013.
O aumento da produção também é reflexo da área plantada que este ano fechou em 28 mil hectares, contra 22,6 mil no ano passado. Deste total, a ampla maioria se encontra no 3º distrito, que detém 14 mil hectares do grão. A colheita começou em abril e deve se estender até o final de maio, mas o caminho a ser percorrido até o Porto de Rio Grande para que seja exportada é árduo para quem vai ao volante, pelo desafio de transpor a quilometragem de estradas de vias não pavimentadas até o acesso as estradas estaduais e federais.
Para Willian, é a primeira safra em que sua voz substitui a do pai – Fredo Westermann, falecido em 2013 – nas revindicações que possibilitem um melhor escoamento da produção, tendo como passagem principal a Ponte do Costa, na ERS-702, que continua com seu processo entravado no governo do Estado. “Entendo que esta foi a maior herança que meu pai deixou. Continuar a luta pelos produtores. Para esta ponte, precisamos de uma resposta das autoridades e dos órgãos públicos, não só pela produção de soja mas, também pelo trigo, milho e madeira que por ali passam”, disse.
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