Sexta, 03 de julho de 2026, 23:28h
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O primeiro lugar entre os agricultores expositores foi para Egon Blank, de Pelotas, com o alimentador de fornalha a lenha
Evento realizado em parceria entre a Embrapa Clima Temperado, Emater RS/Ascar e UFPel destacou a inovação tecnológica e a preocupação social com o meio rural
No dia 8 de maio, o Centro de Eventos da Fenadoce abriu as portas para receber mais de cinco mil agricultores familiares e curiosos para a 3ª Mostra de Máquinas e Inventos para a Agricultura Familiar. O evento foi criado em 1998 e apresenta o crescimento do mercado de máquinas e implementos e a autonomia do homem do campo. A ação busca mostrar um segmento rural capaz de criar para ser o usuário de políticas públicas que beneficiam o trabalho, a produtividade, a renda, a sustentabilidade ambiental e a qualidade de vida. A atividade destaca a inovação tecnológica e a preocupação social. O evento foi realizado até o dia 10 de maio. A primeira atividade foi um Café da Manhã para a Imprensa, onde as instituições parceiras, a Embrapa Clima Temperado, a Emater/RS-Ascar e a UFPel, se colocaram à disposição dos profissionais e acompanharam à visitação da Mostra.
Participam do evento expositores-agricultores de diversos municípios gaúchos que elaboraram ou adaptaram máquinas para facilitar as práticas agrícolas. A mostra também contou com a exposição de inovações tecnológicas, que nasceram nas universidades, empresas de extensão rural, cooperativas, sindicatos e outras instituições.
As máquinas são exclusivas, resultados da invenção e adaptação criadas e/ou modificadas por agricultores, inventores e/ou pequenas oficinas que não se caracterizam como fábricas ou empresas, e que sejam utilizadas na Agricultura Familiar. Para isso, foi estabelecida uma comissão julgadora, que criou uma premiação. A ideia é que o invento venha a contribuir para a melhoria da produção e produtividade agrícola, qualidade de vida das populações e preservação do meio ambiente, ligados à agricultura de base familiar.
Segundo o presidente da comissão organizadora do evento, Lírio Reichert, da Embrapa Clima Temperado em Pelotas, a mostra quis socializar conhecimentos e informações e a experiência do agricultor e do técnico, identificando demandas e tendências da agricultura familiar, visando eficiência produtiva. oportunizando as empresas fabricantes de máquinas e equipamentos de interesse da agricultura familiar a exporem suas inovações tecnológicas e propondo novos campos de pesquisas para as universidades e órgãos de pesquisa.
Foram organizados seminários técnicos que possibilitaram o debate, o diálogo e o intercâmbio de informações entre agricultores, técnicos, pesquisadores, e representantes de entidades públicas e privadas.
Palestras técnicas
Todos os dias do evento tiveram espaço para discussão e aprofundamento de conhecimentos. A primeira palestra foi sobre Máquinas Agrícolas para Agricultura Familiar: importância, histórico e redução da penosidade, apresentada pelo Frei Sergio Goergen, do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA). Depois aconteceram as falas com os temas Automação de Sistemas de irrigação na Agricultura Familiar, com o professor Luciano Geisenhoff, da Universidade Federal da Grande Dourados, em Dourados (MS), e as experiências vividas na Coréia, contadas pelo pesquisador Gilberto Schmidt, do Labex Coréia. A pesquisadora Maira Zanella, da Embrapa Clima Temperado, encerrou a tarde do primeiro dia ao falar da Qualidade do Leite, Máquinas e Inventos para a Atividade Leiteira.
No segundo dia, ocorreram as palestras sobre Cultivo mínimo de Hortaliças e a Adaptação de equipamentos para a Agricultura Familiar, respectivamente apresentadas pelos técnicos da Epagri (SC), Paulo Francisco da Silva, e Remi Dambrós. A palestra sobre Processos de Automação na Agricultura foi apresentada pelo pesquisador Ricardo Inamasu, da Embrapa Instrumentação Agropecuária, de São Carlos (SP).
Já o último dia, foi a vez da palestra sobre Agroindústria familiar: equipamento para pequenas agroindústrias, com o técnico Renato Cougo dos Santos, da Emater/RS-Ascar. À tarde, a Universidade Federal de Pelotas, apresentou os professores Roberto Lilles Machado, que falou sobre Calibração de pulverizadores com régua de cálculo, e Angelo Vieira dos Reis, com Noções de segurança no uso de tratores. O encerramento tratou de uma abordagem sobre a Qualidade do Leite, máquinas e inventos para a atividade leiteira, com a pesquisadora Maira Zanella, da Embrapa Clima Temperado.
Abertura Oficial
No dia 9, realizou-se a abertura oficial do evento, quando foi feita a premiação dos agricultores-expositores. As máquinas foram avaliadas no primeiro dia do evento por uma equipe técnica quanto à funcionalidade, ergonomia, rendimento e praticidade de usos em relação ao esforço físico e a eficiência técnica. As empresas fabricantes de máquinas e equipamentos para agricultores familiares não participaram desta avaliação, Cinco inventos foram pré-selecionados pela comissão e, posteriormente, classificados do primeiro ao quinto lugar. Os critérios de classificação foram a originalidade e criatividade, praticidade do equipamento em facilitar o trabalho no campo, redução da penosidade, viabilidade de sua fabricação em larga escala, menor impacto ambiental e relação custo/benefício. A comissão era formada pelo pesquisador Antônio Faganelo (Embrapa Trigo), professor Antônio Lilles (UFPel) e o extensionista Geverson Lessa (Emater/Rs-Ascar).
Os premiados foram, em primeiro lugar, o agricultore Egon Blank, de Pelotas, com o alimentador de fornalha a lenha, em segundo lugar, o agricultor Marcos Juninho Salton, de Cotiporã (RS), pela roçadeira hidráulica articulada para pomares, e o terceiro lugar, com o agricultor Jair Antônio Caye, de São Luiz Gonzaga (RS) com o carregador de neno. Na quarta e quinta colocações, ocuparam respectivamente, os agricultores Wladimir Ghiggi, de Passo Fundo (RS), pela máquina de capeletti, e Renan Sotoriva, de Erval Grande (RS), com a máquina para remover cama de aviário e queimador de penas.
Redator: Assessoria de Imprensa
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