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Desenvolver o Estado com distribuição de renda é um dos objetivos da iniciativa que, segundo Tarso, também pretende "combater as desigualdades territoriais no RS"
Canguçu foi o palco de lançamento do programa, que prevê R$ 2,74 bilhões em recursos para o desenvolvimento do setor agrícola
A capital latino-americana da agricultura familiar se transformou em território fértil para as políticas agrícolas do Governo do Estado. Com uma plateia simpática às suas ações, Tarso Genro lançou, na segunda-feira (9), o Plano Safra Gaúcho 2014/2015. O ato ocorreu no Centro de Treinamento de Agricultores (Cetac) e contou com a presença de dezenas de autoridades, dentre elas o ministro de desenvolvimento agrário, Miguel Rossetto. O público, formado na maioria por pequenos agricultores, militantes de movimentos sociais e membros de cooperativas, interrompeu em vários momentos o discurso do governador para aplaudi-lo. Tarso, que foi o último a falar, iniciou informando sobre o andamento das obras da subestação de Morro Redondo. “Isto vai qualificar a distribuição de energia na região e atingir diretamente o município de Canguçu”, garantiu o petista, que também falou sobre a retomada das obras da ERS-265.
A quarta edição do Plano Safra estabelece 66 medidas de apoio à agricultura, divididas em operações de custeio, investimento e comercialização. O programa prevê R$ 2,74 bilhões destinados ao setor, beneficiando aproximadamente 300 mil famílias. Em seu pronunciamento, o governador ressaltou o compromisso com a economia local, destacando o papel dos microempreendedores. “Se tem crédito só para grandes empresas, isso deforma o desenvolvimento. Você cria monopólios, forças e poderes econômicos, que se transformam em poderes políticos e que depois cobram a conta da sociedade”, avaliou.
Logo em seguida Tarso recordou o emblemático episódio em que a Ford deixou o RS, na época do governo Olívio. “Sacanearam até o final o governo Olívio Dutra, mentindo para a sociedade que o governo não queria a Ford aqui. Quando, na verdade, o Fernando Henrique estava articulado com o Antônio Carlos Magalhães para pagar para a Ford ir para a Bahia, para retirar aquele investimento do Rio Grande do Sul e dar uma imagem negativa do nosso governo”, afirmou. Durante o ato foram firmados convênios com entidades ligadas à agricultura familiar. Tarso também fez a entrega de um caminhão que será utilizado por assentados da Reforma Agrária. O recurso é oriundo do Programa de Qualificação da Infraestrutura Básica dos Assentamentos.
Política
O governador não citou o nome de sua principal concorrente ao Palácio Piratini. O recado para Ana Amélia Lemos (PP) veio de forma indireta, quando ele comentou declarações de opositores que dizem não saber o que foi feito no Estado nos últimos anos. “Esse pessoal não sabe realmente o que está acontecendo. Eles não sabem porque estão acostumados a lidar só com os ricos e com os grandes. São elitistas e atrasados”, disparou. O petista disse que no governo de Yeda Crusius os agricultores não eram recebidos “por falta de educação, mas porque eram considerados irrelevantes”. “(Yeda) Dizia que não tinha nem tempo para ouvir. Ora, quem não tinha tempo para ouvir o povo é a mesma coalisão de forças que agora está dizendo que vai aplicar aqui no Rio Grande do Sul um choque de gestão”, comparou.
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