Quinta, 02 de julho de 2026, 10:54h
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Uma manifestação, em frente a agência da Caixa Econômica Federal da rua XV de Novembro, em Pelotas, cobrou agilidade na liberação dos recursos do programa Minha Casa Minha Vida Rural. De acordo com o coordenador da Fetag Extremo Sul, Márcio Langer, a manifestação faz parte de uma mobilização estadual que inclui cidades como Santa Maria, Passo Fundo e Caxias do Sul. O objetivo é sensibilizar o governo federal para os atrasos do pagamento dos recursos do programa, que estariam acontecendo desde janeiro. “O problema central é o atraso do pagamento dos fornecedores. O fornecedor entregou o material, confiando no cronograma estabelecido”, explica. Ele também afirma que o problema só está acontecendo na parte rural do programa, já que os pagamentos do Minha Casa Minha Vida Urbano estariam dentro da normalidade. “Quando a constituição nos garante direitos iguais, nós somos tratados novamente com desigualdade.”
Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Canguçu, Pedro Adão Schiavon, o programa iniciou de forma correta, e em Canguçu teriam sido construídas mais de 100 moradias. No entanto, os atrasos começaram a ocorrer, e a burocracia envolvendo o projeto ainda é muito grande. “Temos situação de agricultores que iniciaram suas construções, e parou de vir o dinheiro. Quem passa a ser culpado perante os fornecedores de materiais são os agricultores, quando na verdade é irresponsabilidade do governo. Não existe ninguém mais responsável que os agricultores. A prova disso é que as contas que os agricultores tem com entidades financeiras são rigorosamente cumpridas”, declarou. Schiavon. Ele também destacou a importância dos agricultores, responsáveis por boa parte dos proventos alimentícios do Brasil. Já o 1º secretário do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Pelotas, Jair Fernando Bonow, salientou que existe a promessa, por parte do governo federal, para que o projeto ande, e que somente em Pelotas, existem 520 pessoas esperando para reformar ou construir no interior. “Lamentavelmente o governo age de forma tendenciosa em relação aos produtores. E somente os processos do Minha Casa Minha Vida não estão andando”.
O problema tem afetado a tranquilidade da agricultora Dalva Helena, da localidade de Santa Eulália. Ela explica que quando os projetos foram feitos, cinco anos antes, as moradias não estavam de forma tão precária. “Daqui a pouco teremos que morar em barracos.”. Já o agricultor Mauro, de São Lourenço do Sul, estava há um mês trocando o telhado de sua residência quando, na última semana, viu o recurso também ser trancado.
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