Quinta, 02 de julho de 2026, 06:42h
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As chuvas registradas na semana passada em toda a região foram o alento para algumas das dezenas de famílias que residem no Passo da Caneleira e não possuem um poço artesiano no quintal de casa. Com a precipitação, foi possível encher as caixas d’água para consumo próprio, preparo das refeições e higiene pessoal
Depois de 19 dias, o caminhão pipa da Prefeitura de Piratini, que até ter problemas mecânicos fazia o trabalho de abastecimento dos reservatórios duas vezes por semana, voltou ao trabalho, para a satisfação dos usuários.
Situado a 1,5 km do perímetro urbano, o problema, ocasionado pela ausência de tubulação da Companhia Rio-grandense de Abastecimento (Corsan), já ultrapassa uma década e meia, e foi se agravando com o crescimento da vila.
Com dois filhos, de 2 e 3 anos, a desempregada Vanessa Sampaio, de 24 anos, já sente na pele há sete anos a falta de água. Para ela, a chuva foi à saída que veio dos céus. “Juntei água de uma goteira que tem na casa e dei para as crianças, mas também aproveitei pra encher a caixa d’água”, relata Vanessa que continua: “No verão é muito pior. No ano passado faltou água para todos no Natal e só retornou após o ano novo”, recorda.
Vanessa diz que, quando os grandes períodos sem água passam a vigorar, a água que escorre por debaixo de uma ponte um tanto distante dali é a saída para lavar roupas. Em 2013, a Prefeitura fez tentativas para descobrir água perfurando o subsolo, mas não obteve êxito.
Segundo o secretário de Urbanismo e Serviços Públicos, Carlo Miguel de Ávila Porto, tanto Corsan quanto Prefeitura já caminham para em breve estender a rede hidráulica até o bairro. Detalhes sobre o projeto serão revelados na próxima semana.
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