Quinta, 02 de julho de 2026, 06:42h
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Agropecuarista calcula prejuízo de aproximadamente 600 reais
Com uma imensa extensão territorial nas estradas vicinais de seus cinco distritos, a Piratini vira o alvo preferido para criminosos que praticam o furto de gado, o famoso abigeato. Em 2013, os números impressionaram e preocuparam dezenas de pecuaristas do município, que viram seus rebanhos reduzidos pelas inúmeras investidas bem sucedidas dos abigeatários. Nem mesmo equinos utilizados para lida de campo escaparam das vistas ambiciosas desses criminosos, que provavelmente tenham vendido a carne para ser misturada com a de outros animais na fabricação de linguiças e derivados.
Até o momento, 2014 parecia vivenciar uma realidade diferente do anterior. Todavia, com a aproximação dos festejos farroupilhas, registra-se com mais frequência esse tipo de delitos. A falta de informações por parte das autoridades com os meios de comunicação, já que este dado é negativo para o ponto de vista das entidades, também torna-se um empecilho para que mais casos sejam descobertos e divulgados na mídia local.
Com dados coletados com as próprias vítimas, como no abate de duas ovelhas prenhas da raça Texel, ocorrido na localidade Passo do Moinho, 2º distrito, na madrugada do dia 9 de julho, a imprensa tenta alertar criadores para que tenham mais atenção com seus animais. Na madrugada do último sábado (26), os criminosos voltaram a atacar o 2º distrito. Porém, desta vez, o alvo foi uma propriedade no Assentamento Canaã. O agropecuarista Hugo Luis da Fonseca, de 41 anos, calcula um prejuízo aproximado de R$ 600 com o abate de uma novilha da raça Red Angus.
Conforme relatou, provavelmente o animal tenha sido morto a tiros. No local, ficaram somente as vísceras e cabeça do bovino. "Vou registrar boletim de ocorrência nesta semana, mas penso que não adiantará", elucidou Fonseca, com ceticismo.
Uma das prioridades apontadas pelo delegado Maurício Alves de Sampaio, quando assumiu o comando da Delegacia de Polícia de Piratini, era o combate a este crime, considerado o grande problema a ser coibido na região. "Estou me inteirando desta realidade, mas farei o melhor para encontrar mecanismos de diminuir essa prática delitiva", assegurou Sampaio na época, em entrevista a reportagem do Jornal Tradição Regional.
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