Quinta, 02 de julho de 2026, 03:00h
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O consultor Ernesto Krug apresentou aos participantes o cenário atual da produção leiteira e as potencialidades da região
Desde fevereiro, a cooperativa vem implantando um novo modelo de assistência técnica, que dará ao produtor um auxílio personalizado em busca de novos resultados
Enfrentar a realidade, analisar o cenário atual e implementar uma nova metodologia de trabalho são algumas das ações executadas pela Companhia Sul Rio-Grandense de Laticínios (Cosulati) para revolucionar a pecuária leiteira na Zona Sul do Estado. De acordo com o consultor da cooperativa e presidente da Associação Gaúcha de Laticínios e Laticinistas (AGL), Ernesto Krug, a região tem potencial para aumentar em até três vezes a produção de leite. Através de um novo modelo de assistência técnica, inédito no Brasil e que vem sendo implantado desde fevereiro deste ano, a Cosulati busca identificar e, principalmente, solucionar alguns problemas em escala de produção, como baixa produtividade por animal e alto custo de industrialização.
O Modelo Cosulati de Assistência Técnica (MCAT) conta com uma equipe de profissionais multidisciplinares para cobrir as diferentes áreas da cadeia produtiva. Novos médicos veterinários, engenheiros agrônomos e técnicos agrícolas foram contratados para auxiliar o produtor de uma forma personalizada. Através de uma pesquisa, intitulada Conhecer para Crescer, o perfil de cada agricultor está sendo traçado e nele são identificadas as variáveis que não estão adequadas e precisam ser ajustadas. A partir disso, e em conjunto com a Emater que já desenvolve um trabalho de assistência rural, a cooperativa terá condições de dar um atendimento diferenciado, auxiliando o produtor a potencializar o que já possui. “A ideia do projeto é estar a disposição do produtor, mais uma vez. Se ele tem duas vacas, vamos ajudá-lo a fazer dessas as melhores vacas. O produtor precisa entender que terá o mesmo trabalho, independente se a vaca produzir três ou 30 litros de leite por dia”, comentou o diretor executivo da Cosulati, Raul Amaral, ao destacar também que esse é mais um dos tantos desafios que a Cosulati já enfrentou e que para obter sucesso precisará contar com o apoio de órgãos estaduais e federais, além dos sindicatos rurais e secretarias de agricultura. “Precisamos de produtores empreendedores. Sabemos que a região Sul do país, principalmente o Rio Grande do Sul, tem produtor de fibra, só precisamos organizar a cadeia um pouco mais”.
A ideia de Amaral é compartilhada também pelo diretor-presidente da cooperativa, Arno Alfredo Kopereck. Segundo ele, os próximos quatro anos de seu mandato, renovado em março deste ano, serão em busca desse objetivo: fazer com que a Cosulati trabalhe com 100% da sua capacidade. “Em 2008 fizemos um investimento alto e adaptamos a indústria para produzir 1 milhão de litros de leite por dia. Hoje, trabalhamos com 30% desse volume”. Para o presidente, o Sul do Estado tem potencial para aumentar sua produtividade, a exemplo do Norte do RS, que produz atualmente 10 milhões de litros do lácteo por dia, basta os produtores quererem investir. Como segurança de que o investimento terá retorno, Kopereck lembra os quase 42 anos de história da cooperativa, onde o pagamento, tanto para fornecedores, quanto para cooperados, nunca foi atrasado.
Ao conhecimento dos produtores
Para apresentar a ideia aos maiores interessados, os produtores, a Cosulati realizou nesta semana uma série de reuniões, começando por Pelotas, onde na segunda-feira (11) cerca de 130 pessoas se reuniram na Associação dos Funcionários da Cooperativa (Afunco). O objetivo é aproximar os Sindicatos Rurais e de Trabalhadores Rurais e as Secretarias de Agricultura dos municípios da região com a nova visão da empresa. Depois de Pelotas, Pinheiro Machado, Camaquã e Santana do Livramento receberam os encontros.
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