Quinta, 02 de julho de 2026, 02:15h
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Seminários percorreram sete municípios da Região Sul para abordar temas como o combate ao trabalho infantil e a saúde e segurança dos produtores de tabaco
Arroio do Padre sediou, na quinta-feira (7), o último seminário do 6º Ciclo de Conscientização sobre a saúde e segurança do produtor e proteção da criança e do adolescente. A iniciativa do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), empresas associadas e a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), contou com a participação de 440 pessoas, a grande maioria produtores de tabaco.
O prefeito de Arroio do Padre, Leonir Baschi, agradeceu pela oportunidade de sediar o encontro. “O tabaco representa 73% da receita do município. Sabemos da importância do setor e queremos continuar produzindo e gerando riquezas”, disse. O presidente do SindiTabaco, Iro Schünke, falou da importância dos temas para a manter o Brasil na liderança mundial de exportação de tabaco. “Somos o maior exportador por termos qualidade e integridade do produto, além de grandes volumes e diferentes estilos de tabaco. Mas a produção sustentável está sendo vista como um grande diferencial pelos clientes, então além de proteger sua saúde e da sua família, o produtor estará também protegendo seu próprio negócio”, disse.
Para o vice-presidente da Afubra, os produtores devem encarar com naturalidade as orientações. “Há seis anos realizamos este importante trabalho de conscientização. Os tempos mudaram e é preciso se adaptar às mudanças e estarmos conscientes sobre a nova legislação”, disse ele, referindo-se ao decreto 6481/2008, que colocou o tabaco na lista de formas de trabalho proibidas para menores de 18 anos.
O advogado, procurador do Trabalho aposentado pela Procuradoria do Trabalho de Santo Ângelo (MPT/PRT 4ª Região), Veloir Dirceu Fürst, palestrou sobre o tema. Segundo ele, é proibido utilizar mão-de-obra de crianças e adolescentes menores de 18 anos no cultivo do tabaco (plantio, pulverização, colheita, secagem e comercialização), mas disse que a convivência familiar deve ser considerada. “O trabalho infantil ocorre ao utilizar crianças ou adolescentes para substituir a mão de obra de um adulto. Se a criança apenas acompanha o pai ou a mãe esporadicamente e tem respeitado seu período escolar e de lazer, não se caracteriza trabalho infantil”, informou.
A programação também contou com um vídeo sobre a correta aplicação, manuseio e armazenagem de agrotóxicos, bem como orientações para a colheita segura, e por uma peça teatral com o grupo Espaço Camarim, de Santa Cruz do Sul (RS), sendo este um momento lúdico e de retomada das principais mensagens.
Redator: Assessoria de Imprensa
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