Quarta, 01 de julho de 2026, 23:46h
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Técnicos, extensionistas e pesquisadores puderam comprovar, na prática, a evolução dos sistemas agroecológicos nas propriedades de São Lourenço
Durante a programação da Jornada Regional de Agroecologia, realizada nos dias 19, 20 e 21 de agosto, em São Lourenço do Sul, técnicos, extensionistas e pesquisadores puderam comprovar, na prática, a evolução dos sistemas agroecológicos nas propriedades do município, que tem como base colônias de imigração alemã. O roteiro passou nas propriedades dos agricultores Edwino Radke e Reinaldo Peglow, nas localidades de Passo do Pinto e Fortaleza.
As visitas técnicas, organizadas pela Emater/RS-Ascar, também tinham como propósito aproximar a pesquisa e extensão rural das práticas agroecológicas desenvolvidas em várias localidades de São Lourenço do Sul e região. Na propriedade de economia familiar do casal Edwino e Ivone Radke, onde a principal atividade é a bovinocultura de leite, as práticas de pastoreio rotativo em piquetes, a alimentação complementada com silagem e o tratamento homeopático dos animais mostram os sinais de avanços dos sistemas agroecológicos.
O agricultor Edwino Radke afirmou aos visitantes que basta uma dosagem anual de homeopatia para controlar os carrapatos nos bovinos e que a formação de piquetes facilita o manejo, pois diminuiu a necessidade de caminhar pela propriedade de 15 hectares. A agricultora Ivone comemora os resultados e as melhorias nas condições de vida do casal. Ela conta que, com a renda do leite e dos hortigranjeiros, compraram um resfriador de leite, um trator novo e um automóvel zero quilômetro. “Os filhos saíram, mas não para a cidade, eles também são agricultores e moram por perto”, disse Ivone Radke.
O modo como estas famílias trabalham e participam da comunidade vai ao encontro das observações do secretário de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR), Elton Scapini, que participou da abertura da jornada. Segundo ele, a Organização das Nações Unidas (ONU) considera que a melhor agricultura familiar é aquela que preserva o meio ambiente e que o meio rural deve ser entendido como um modo de vida e não apenas como um espaço de produção, pois é ali que o agricultor constitui família, faz amigos e vive em comunidade.
O diretor técnico da Emater/RS, Gervásio Paulus, salientou que a jornada tem um enfoque que parte das realidades regionais, no caso Pelotas e Bagé, na busca de apoio aos métodos e práticas do processo de transição para o sistema agroecológico. “Temos uma avaliação muito positiva com relação à evolução. Em apenas um programa coordenado pela SDR, são 16 mil agricultores que estão sendo acompanhados e treinados. Enfim, este é um tema transversal que tem de estar presente nas atividades da extensão rural”, destacou Paulus.
Redator: Assessoria de Imprensa
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