Quarta, 01 de julho de 2026, 22:28h
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Canguçu e outros três municípios da Região Sul – Arroio Grande, Piratini e Rio Grande – estão entre os contemplados em mais uma etapa do Programa Estadual de Correção da Acidez do Solo, coordenado pela Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro). No total, 43 cidades receberão R$ 2,58 milhões com os recursos liberados pelo Governo do Estado. O projeto consiste no repasse de verbas para aquisição e distribuição de calcário para a correção da acidez do solo em pequenas propriedades, possibilitando o aumento da produtividade.
Desde seu início, em 2012, o programa já contemplou 185 municípios, com um investimento total de R$ 12,3 milhões. Cerca de 20 mil produtores familiares foram beneficiados, com a aplicação de 1,2 milhão de toneladas de calcário para corrigir aproximadamente 80 mil hectares de terra, aumentado a produtividade das culturas. Dos municípios contemplados nesta nova etapa, 27 estão recebendo recursos pela primeira vez e 16 tornaram-se elegíveis para uma segunda aplicação, após executarem a primeira fase e terem suas prestações de contas aprovadas. Os valores disponibilizados se esgotaram em apenas 20 dias, devido à grande procura, e há mais de cem municípios cadastrados que esperam a continuidade do programa em 2015. “São pessoas que, de outra forma, jamais teriam acesso ao método de correção do solo. Essa também é uma missão primordial de um órgão de pesquisa: orientar agentes públicos e técnicos, além de monitorar a aplicação de tecnologias disponíveis, em especial para quem mais precisa”, destaca o diretor-presidente da Fepagro, Danilo Rheinheimer dos Santos.
O bom desempenho do programa também está fortemente ligado ao trabalho do Laboratório de Química Agrícola da Fepagro, que já recebeu dos agricultores beneficiados 12,4 mil amostras de solo. O Laboratório descobriu que 13% dessas amostras não precisavam de correção da acidez, o que surpreendeu a técnicos e agricultores, alertando-os quanto aos riscos da calagem sem análise. O Laboratório da Fepagro também está analisando, gratuitamente, a qualidade do calcário adquirido pelas prefeituras com os recursos do programa.
Os resultados são comunicados aos governos municipais, para que possam se prevenir e assegurar a qualidade do produto. Além disso, a Fepagro vem realizando visitas de monitoramento nos municípios contemplados. “Nessas visitas, estamos comprovando a boa aceitação do projeto e a satisfação do produtor”, acrescenta o coordenador administrativo do programa, Rivaldo Dhein.
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