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Chuva e umidade são apontadas como as principais causas
Em sete anos, seis são bons e um é ruim. É no que os mais antigos produtores de diferentes culturas acreditam quando se referem ao clima ideal para o desenvolvimento das lavouras.
O ditado não foi abandonado pelo jovem produtor e empresário Willian Westerman, que o usa para avaliar 2014 como péssimo para as lavouras de cevada e que provocou uma quebra de 60% na produção em 1.500 hectares plantados, 75% deles em Piratini, e o restante em Hulha Negra e Canguçu.
Westerman registra que, no ano passado, a empresa de armazenamento da família recebeu em seus silos 3.800 toneladas do produto, e agora apenas 1.880, sendo que, destas, apenas 1.100 são cervejeiras, passíveis de serem vendidas para a Companhia de Bebidas das Américas (AMBEV) e usadas para a confecção de cerveja. “O restante é forrageira, que se transforma em ração, por exemplo, por terem ficado fora do padrão de qualidade, com grãos pouco desenvolvidos e com índices de microtoxinas acima do que é permitido pela Anvisa, que limita o processamento para que o grão seja transformado em alimento para o consumo humano”, explica o produtor.
A causa do aumento de fungos na planta, por exemplo, foi o clima. Um ano atípico com muito mais chuva no inverno e bastante umidade, o que limita a quantidade de luz necessária para a planta se desenvolver. “Com o tempo assim não foi possível entrar na lavoura para combater as pragas na hora certa. Isso teve um impacto na germinação e fez com que os fungos viessem juntos na hora da colheita levando ao descarte do grão”, amplia.
Para a economia de Piratini a partir das lavouras, a cevada não tem um impacto como a soja, que é distribuída em 30 mil hectares pelo município, mas obviamente representa um prejuízo que precisará ser pago pelo produtor. “Para nós, ela não está no topo do faturamento, mas há um custo do plantio que não se conseguiu pagar, na sua maioria semente, ureia e adubo que são a base da lavoura. De algum lugar esse recurso vai ter que sair, assim, parte do lucro da soja já fica comprometido para sanar estas dívidas”, conclui.
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