Segunda, 29 de junho de 2026, 19:20h
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As condições climáticas neste início de outono, com temperaturas amenas na parte da manhã, se elevando durante o período da tarde, favorecem o desenvolvimento das plantas forrageiras. De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, há grande oferta de pastagens nativas e cultivadas para os animais. Da mesma forma, as culturas destinadas para silagem, especialmente milho e sorgo, apresentam bom desenvolvimento, indicando a produção de silagem de qualidade.
As espécies forrageiras dos campos nativos estão com grande acúmulo de massa verde, embora a qualidade comece a diminuir, pois nesta estação do ano ocorre o vazio forrageiro e muitas espécies forrageiras estão mais fibrosas, concluindo seu ciclo vegetativo. Alguns produtores realizam a prática de roçadas nas áreas de campo nativo para o controle de plantas invasoras, especialmente o capim anoni, que ocorre com maior frequência nas pastagens naturais do bioma Pampa. As pastagens cultivadas de verão anuais, como os sorgos forrageiros milheto, capim sudão e tyfton, ainda apresentam boas condições de produção, embora estejam mais fibrosas e com menor capacidade nutricional. Quando bem manejadas, ainda proporcionam suporte forrageiro aos rebanhos.
Cultura do figo
Na região dos vales do Caí e do Taquari, a colheita de figo da variedade Roxo de Valinhos se encerra em três semanas. Nos municípios de Brochier, Maratá, São Pedro da Serra e Poço das Antas, o figo é colhido verde, sendo comercializado para indústrias de compotas. Nessa região, as chuvas beneficiam a formação de novas flores e a maturação dos frutos nos ramos. A sanidade das plantas é boa, e nenhuma praga ou doença causa danos severos. O preço médio recebido pelos ficicultores para o figo maduro destinado à indústria está em R$ 1,35/kg. Para o figo maduro destinado ao consumo ao natural e vendido para intermediários, o produtor está recebendo em média R$ 3/kg. Quando é comercializado diretamente pelo produtor na Ceasa, o valor é de R$ 4,80/kg. Pelo figo verde os agricultores estão recebendo, em média, R$ 3/kg. Na região Sul, em Pelotas, os produtores estão em plena colheita e comercialização para as agroindústrias locais. Os preços estão variando entre R$ 1,50 e R$ 2,50, de acordo com a qualidade ofertada.
Redator: Assessoria de Imprensa
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