Segunda, 29 de junho de 2026, 17:03h
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Assim como a maçã, o caqui é a outra principal atração da 13ª Festa Municipal de Arroio do Padre, 19º Aniversário de Emancipação e 9ª Festa Regional do Caqui e da Maçã, que será realizada durante este final de semana. Para disponibilizar a fruta no evento, o principal responsável é o produtor Valter Jorge Thomsen.
Para 2015, a expectativa total da produção é de 10 toneladas. Embora para muitos esse possa ser considerado um número alto, não é dos melhores, tendo em vista que é a metade da produção do ano de 2014, quando se alcançou 20 toneladas. Segundo o produtor, a produção tem caído, o que causa preocupação. O clima prejudicou muito, mas há outros fatores que ele ainda não consegue explicar como as quedas e o amarelamento das folhas. Por isso mesmo, ele faz um apelo, e pede ajuda a Embrapa para analisar e tentar entender os fenômenos que vem acontecendo. “A cada ano que passa, estou aumentando o número de pomares. Hoje eu deveria estar colhendo entre 50 e 60 toneladas”, explica o produtor, que tem entre 3,5 e 4 hectares plantadas com o caqui.
O caqui é considerado uma planta perene. “Tu plantas uma vez e tem para toda a vida, afirma. Por esse motivo, conforme o desenvolvimento, o número da produção pode se modificar. Uma árvore adulta pode dar 300 quilos, enquanto uma planta jovem rende poucas frutas. Cada pé pode durar até 80 anos.
Na propriedade de Thomsen, a principal espécie cultivada é a granada, mas há também o fuiú, taubaté, kioto, entre outras. O principal mercado é o in natura, e continua sendo, sobretudo, Rio Grande e Pelotas, onde ele entrega a fruta para feirantes e fruteiras. O preço para a fruta, este ano, pode ser considerado bom, acima da expectativa. No entanto, pelo volume do que foi produzido na chácara de Thomsen ainda é decepcionante.
A produção de caqui na família já está na terceira geração. Ele, que tem 49 anos, sempre trabalhou com a fruta, assim como seu pai, e o filho também já está entrando no mesmo ramo.
Além do caqui, a propriedade também tem plantações de ameixa, goiaba e maçã, que representam uma área de pouco mais de 1 hectare. E ele ainda pretende fazer mais um pomar, com uma outra variedade de caqui, considerada mais resistente.
Sobre a festa realizada no município, Thomsen diz que o evento abre mercado para o caqui, estimulando a venda. Além disso, quem nunca comeu, tem a oportunidade de experimentar, já que o ingresso permite escolher, gratuitamente, ou uma maçã, ou um caqui. A expectativa de vendas na festa é de aproximadamente 1.500 quilos. As variedades que irão para a festa são o fuiú, o granada, e um pouco do kioto. Sobre o preço, ele diz não saber ainda ao certo, já que as frutas serão vendidas em bandeja. “Se eu colocar um caqui maduro em uma sacola, ele chegará todo destruído ao seu destino. Então eu me preocupo com isso, que ele chegue ao seu destino bem”, diz, explicando que, além das frutas mais graúdas este ano, elas também estão mais doces e secas. “Pela seca, ele está mais saboroso, com mais açúcar. Em ano muito chuvoso, ele tem mais água dentro, ficando menos doce”, afirma, lembrando que 2015 foi melhor em sabor mas pior em produção.
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