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30-04-2015

Município possui uma das maiores áreas na produção de azeitona de mesa e de azeite do Estado


Foto: Divulgação O trabalho de produção do agricultor para obter azeite e azeitona em boas condições exige um cuidado especial: a primeira safra pode levar quatro anos para ter início

A produção de azeitona de mesa e de azeite no Estado ganha medida para prosseguir expansão no Rio Grande do Sul. A Secretaria da Agricultura e Pecuária, por meio da Câmara Setorial da Olivicultura e diversas entidades parceiras como Mapa, Emater e Embrapa, iniciou, neste mês, a formatação do Programa Estadual de Olivicultura.


O plano abrange vários segmentos, tais como a defesa sanitária dos pomares, produção de mudas, ampliação da área com fortalecimento da pesquisa e da assistência técnica, comercialização e qualidade dos azeites gaúchos. A olivicultura, atualmente, está presente em 33 municípios gaúchos.



Uma das maiores áreas está em Pinheiro Machado, juntamente com as cidades de Caçapava do Sul, Cachoeira do Sul, Santana do Livramento, Canguçu, Dom Pedrito, São Sepé, Barra do Ribeiro, Candiota, Jaguarão, Bagé, Encruzilhada do Sul e Formigueiro.


A atividade tem como aliado o clima da metade sul, tornando-a uma das regiões mais favoráveis do país. "Com base no que vem sendo desenvolvido nos últimos dez anos, hoje nós temos mais segurança para intensificar o plantio e incentivar investidores, tanto do Estado como de fora”, adianta o engenheiro agrônomo Paulo Lipp João, coordenador da Câmara Setorial de Citricultura e Olivicultura.


Outro fator que motiva os novos produtores de azeite e de azeitona da região são os números do vizinho Uruguai. Por lá, segundo João, em menos de 20 anos já são mais de 10 mil hectares plantados, em uma região de clima muito parecido com o da região gaúcha.


Diferencial


Um diferencial do produto gaúcho está em sua qualidade quando chega à mesa por um simples detalhe: o tempo entre a colheita, processamento e compra pelo consumidor. Conforme João, quanto menos tempo entre a colheita e o processamento, e quanto mais novo o azeite de oliva, maior será a sua qualidade com a preservação de todos os componentes benéficos à saúde.


“Os azeites europeus chegam para nós, muitas vezes, até dois anos depois de serem envasados. Outro aspecto é que a legislação brasileira ainda permite que alguns venham a granel e sejam reembalados aqui. Da produção gaúcha, os consumidores vão ter um produto novo e 100% extravirgem”, detalha.


Mesmo com a olivicultura sendo uma atividade promissora, ela exige paciência e zelo. A primeira safra pode levar de três a quatro anos para ocorrer. Por ser uma cultura nova, é necessário o aprendizado sobre o seu comportamento na região. Os desafios para se consolidar também exigirão do produtor, além da dedicação, o investimento em tecnologias para que se chegue ao resultado ideal para a comercialização.


Você sabia?


O Rio Grande do Sul tem condições de se consolidar cada vez mais como um produtor dessa cultura. Só no ano passado, foram produzidos mais de 30 mil litros de azeite gaúcho e 300 toneladas de azeitona.


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