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09-10-2015

Gerente adjunto da Cooperativa Cosulati fala sobre momento de crise no país e entidade


No dia 24 de setembro, o gerente adjunto da Cooperativa Cosulati, Jones Raguzoni, concedeu entrevista para a Rádio Bonfim FM e falou sobre o momento de crise vivido no país e que também afeta a entidade.


A Cosulati comemorou os seus 42 anos no dia 21 de setembro e Raguzoni relembrou que o sistema cooperativo nasceu da dificuldade de cada associado, a partir daí mostrando que a união promoveria o desenvolvimento, criando as cooperativas e transformando o Rio Grande do Sul no maior campo de cooperativas do Brasil.



Ao longo de sua história, a Cosulati fez com que as suas comunidades fossem crescendo e hoje a cooperativa atua em 49 municípios, incluindo a Zona Sul e fronteira. Conforme o gerente adjunto, este momento econômico é onde todas as esferas governamentais estão revendo a sua forma de atuação, o seu tamanho, as suas atividades buscando fazer mais com menos tornando isso a tônica que todos os governos e empresas estão fazendo.


Sobre as medidas tomadas inicialmente pela cooperativa, Raguzoni explica que foram medidas de economia e de investimento no Capão do Leão, retirada de mercado de alguns produtos que ofereciam baixa rentabilidade, grande escala de produção e pouca demanda, como queijos, bebidas láctea, requeijão e leite pasteurizado. Outros produtos serão incluídos no mercado a partir deste mês, como o Leite Danby Longa Vida em embalagem com tampa rosca, oferecendo mais praticidade ao consumidor. Questionado sobre a volta destes produtos ao mercado, ele afirmou que poderão voltar a ser produzidos, mas em outra época. “Com essa nova máquina de leite com tampa de rosca produziremos 120 mil litros por dia. Já sobre o número de funcionários, conforme a diminuição de algumas linhas de produção é obvio que também diminuímos o número de funcionários”, explica.


Sobre o abatedouro de aves de Morro Redondo, Raguzoni citou que o dólar com a taxa muito alta em relação à moeda brasileira encarece muito a produção do frango, devido ao milho, produto principal para as aves, estar com grande escassez no mercado. “Para abastecer a fábrica de rações em Canguçu estamos recorrendo a produtores do Mato Grosso do Sul, Goiás, Mato Grosso, Paraná, Região Oeste de Santa Catarina, Região do Planalto e Missões do Rio Grande do Sul. Em função da falta de milho, estamos adequando o nosso processo de produção para que possamos levar a ração adequada a atender a demanda de frango do produtor. Hoje, a realidade na região é de que 10 a 15 anos atrás tínhamos pouco espaço de plantio de soja, hoje é maioria, ou seja, perdemos espaço no plantio de milho, inclusive na produção de bovinos leiteiros e de frutas com a soja competindo diretamente conosco”, diz. O abate de aves será diminuído e o número de funcionários também, devido ao momento.


Hoje, a Cosulati possui 90 produtores com aviários, fábrica de rações e um abatedouro. Segundo o gerente adjunto, a Cosulati não pretende se desfazer de nenhum destes patrimônios, apenas adequar a produção à demanda. “Assim que a economia se estabilizar no país voltaremos a investir mais e aumentar a nossa produção”, enfatiza.


Toda a linha de produtos de aves e embutidos será mantida, já havendo o lançamento de novos produtos como o peito defumado, a linguiça mista cozida, quitutes de frango, mas adequando a demanda ao que a economia permite.


Em relação a duplicação do abatedouro de aves no Morro Redondo, dois fatores fundamentais já estão praticamente solucionados: a água foi disponibilizada pela Prefeitura, que investiu R$ 1 milhão, e a subestação da CEEE está com a obra em andamento. “O projeto está pronto, mas existe escassez de capital. Teremos que investir R$ 45 milhões junto às instituições de fomento econômico. Hoje eles não estão fornecendo linhas de crédito porque o governo não disponibiliza. A partir do momento que a economia voltar ao normal no país retomaremos esse projeto”, conta.


Raguzoni citou que a cooperativa possui um incubatório instalado com máquinas e equipamentos, galpões de matrizeiros com capacidade de 100 mil ovos e 100 mil pintos por dia. “Estaremos aberto a receber propostas dos produtores atuais que queiram duplicar o espaço e outros novos que queiram entrar. Teremos que construir uma nova fábrica, já pensando na habilitação para a exportação, inclusive para fora do país porque somos o maior produtor de frango do mundo. Teremos que adequar o novo abatedouro conforme a legislação, conversaremos com a municipalidade para definir alguns pré-requisitos que constará a localização do frigorífico, englobará a mão de obra, funcionários disponíveis e outra série de assuntos em discussão para que todos os pontos sejam analisados”, diz. Raguzoni fez um agradecimento à Prefeitura Municipal, dizendo que a Cosulati sempre foi ouvida quando precisou e recebeu um ótimo tratamento.


Redator: Tradição Regional



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