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“Essas produções estão caindo na graça das pessoas” diz Érico Soares, coordenador da Unidade de Cooperativismo de Pelotas da Emater/RS-Ascar, sobre os produtos oferecidos no Pavilhão da Agricultura Familiar
Durante a 89ª Expofeira de Pelotas, o rural também estará presente através das produções familiares que proporcionam visibilidade para uma área que ganha cada vez mais destaque nos últimos tempos. Trata-se do Pavilhão da Agricultura Familiar, Agroindústria e Artesanato Rural, criado a partir da parceria entre Emater/RS-Ascar, Embrapa Clima Temperado, Secretaria de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR) e Arranjo Produtivo Local de Alimentos da Região Sul (APL). O local funciona de forma ativa dentro do roteiro de visitação da Expofeira desde 2013.
Neste ano, o espaço do Pavilhão, que terá 10x30m, será dividido entre as bancas de artesanato, floricultura, agroindústrias, Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social (FGTAS)/Economia Solidária e a Banca 78, que possui sua unidade comercial no Mercado Central de Pelotas e representa uma articulação na agricultura familiar através de 17 empreendimentos, entre cooperativas e agroindústrias, dos municípios de Arroio do Padre, Canguçu, Herval, Morro Redondo, Pedras Altas, Pedro Osório, Pelotas, São José do Norte, São Lourenço do Sul e Turuçu. Além dos municípios envolvidos na Banca 78, há também a participação de expositores de Jaguarão, Arroio Grande e Santa Vitória do Palmar.
O sociólogo e coordenador da Unidade de Cooperativismo de Pelotas da Emater/RS-Ascar, Érico Soares, explica que a relação entre a instituição e os municípios da Zona Sul facilita o contato com as famílias para que participem da Feira. Além disso, é disponibilizada aos expositores uma ficha de inscrição para o custeio de pernoites na cidade.
Sobre a relevância do Pavilhão, Soares enfatiza a inserção da agricultura familiar nos diversos espaços disponíveis na região. “Existe um esforço para manter essa ideia. Como, por exemplo, o cuidado de estar dentro do padrão da Feira. Neste ano, quando levamos esse mesmo Pavilhão para a Fenadoce, projetamos um local que se adaptasse à lógica do espaço e com a Expofeira é a mesma coisa. No Rio Grande do Sul, a agricultura familiar tem participado com cada vez mais força desses eventos”, diz. Exemplo disso é a Expointer 2015, realizada em Esteio/RS, entre agosto e setembro deste ano, onde o Pavilhão da Agricultura Familiar se tornou um dos espaços de maior circulação e superou a cifra de R$ 1 milhão em vendas.
Seja pela produção artesanal de alimentos, pela riqueza de detalhes no artesanato ou pela valorização de produções familiares que mantém a zona rural ativa, motivos não faltam para prestigiar o Pavilhão dentro da Expofeira. São cerca de 55 variedades de produtos oferecidos no ramo de hortifrutigranjeiro, agroindustrializados como conservas, pêssego e figo em calda, sucos diversos, schmiers, biscoitos, além de oito tipos de pescados. É o campo, através da diversidade nos empreendimentos familiares, presente no espaço urbano.
“Essas produções estão caindo na graça das pessoas. Esse material [da agricultura familiar] não vira um souvenir, mas fica ‘na moda’, por assim dizer. Começou a se espalhar essa ideia de que aquilo que vem do rural é bem produzido, é bom e tem um acabamento bonito”, analisa. Soares lembra que espaços como o Pavilhão possibilitam não apenas a comercialização, mas também o contato com a procedência do produto, algo que valoriza os trabalhos locais e propicia a relação entre urbano e rural.
Em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), na sexta-feira (9), às 15h30, será realizada uma Rodada de Negócios da Agricultura Familiar, onde os expositores terão oportunidade de trocar informações de empreendimento e oferta de serviços com entidades pelotenses.
“Muitas famílias ocupam uma banca de pequeno espaço, mas ali está a representatividade de várias pessoas, com muito mais gente envolvida. São municípios da região representados também. É um mundo acontecendo ali dentro. Para mim, isso é a síntese de como muitos se deram conta de que vale a pena fazer as coisas juntos” destaca Soares sobre a visibilidade do Pavilhão, que envolve cerca de 751 famílias da metade sul do Estado.
O Pavilhão da Agricultura Familiar mantém o mesmo horário de funcionamento da Expofeira, até a segunda-feira (12).
Redator: Tradição Regional
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