S�bado, 27 de junho de 2026, 16:13h
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ONG recebe doação de lixo eletrônico para promover descarte consciente e executar trabalho de recuperação e reciclagem
Durante a 89ª Expofeira, o Centro de Estudos e Apoio ao Desenvolvimento Integral - ONG Ceadi Planeta Vivo estará inaugurando um escritório fixo de abrangência regional nas dependências do Parque Ildefonso Simões Lopes. Com a intenção de atender, principalmente, produtores rurais da metade sul do Estado, o escritório ficará disponível para que os interessados possam efetuar cadastros ambientais rurais, adequações ao Código Florestal Brasileiro e todos os tipos de licenciamentos ambientais. “Iremos atender todos os nichos da sociedade, rural e urbano, que necessitarem dessa adequação, regularização e necessidade de licenciamento padrão. O nosso objetivo é dar condição àqueles que não conseguem ter acesso a esse serviço. Queremos complementar, na área ambiental, todo o trabalho que já é oferecido na Associação Rural”, explica o diretor executivo da ONG e presidente da Cooptrabalho Cooperativa, Claúdio Bittencourt.
A parceria com a Associação fez com que a ONG passe a responder como órgão gestor ambiental do Parque, assumindo a responsabilidade de regular processos internos para que estejam adequados a legislação ambiental. “Somos uma ONG ambiental e temos como objetivo principal, justamente, levar os serviços aos que ainda não têm acesso a esse setor”, diz Bittencourt.
Durante a Feira, o Ceadi também estará realizando a 13ª Campanha de Coleta de Lixo Eletrônico, quando a população poderá descartar equipamentos em desuso, como televisores, impressoras, celulares, aparelhos de fax, rádios, monitores, entre outros, de forma consciente. Essa é a terceira edição da Feira em que a ONG participa ativamente. Até a última campanha, foram recolhidas, aproximadamente, 100 toneladas de lixo eletroeletrônico. A ação acontece periodicamente na cidade e integra o projeto Reconstruindo que deu origem ainda a uma cooperativa, a Cooptrabalho, que, por sua vez, trabalha com todos os tipos de coleta, incluindo a futura gestão de coleta de resíduos em condomínios residenciais. O “Reconstruindo: do lixo à esperança” pretende capacitar jovens em situação de vulnerabilidade social, criar centros de inclusão digital, recondicionar e doar equipamentos de informática, assim como coletar e destinar corretamente os resíduos eletrônicos da Região Sul.
A ONG também atua em parceria com empresas como Sicredi e com atividades existentes em instituições de ensino como a Universidade Católica de Pelotas (UCPel), Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e Instituto Federal Sul-Rio-Grandense (IFSul).
“Conseguimos manter de quatro a seis campanhas como essa por ano na cidade. Isso é importantíssimo. Em agosto, comemoramos dois anos deste projeto”, conta Bittencourt. “Foi assustadora a receptividade do projeto. Durante o evento “Junho Ambiental”, nós tivemos três salas lotadas de lixo eletrônico”, complementa a coordenadora pedagógica, diretora administrativa da Cooptrabalho e assessora de comunicação social do Ceadi, Andréa Silveira.
Eles adiantam que ainda este mês deverá ser assinado um convênio com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente de liberação de recurso, aprovado pelo Fundo Municipal de Meio Ambiente, para qualificar o projeto. A partir disso, será constituído um Centro de Referência em Processamento de Resíduo Eletroeletrônico, sendo o primeiro do tipo no Estado. As doações feitas para a ONG passam por um longo procedimento de pré-triagem do material, seleção/classificação dos eletrônicos, para depois iniciarem as reciclagens e os reaproveitamentos. Parte dos materiais é doada a entidades locais, como associações de bairros e igrejas, e a outra é comercializada para custear o projeto. Cerca de 40% das doações é reaproveitada. “Agora, estamos instalando o primeiro Centro de Inclusão Digital e Ambiental (CIDA), vinculado a uma comunidade evangélica no bairro Cohab Lindóia. No primeiro momento, trabalharíamos apenas com a inclusão digital, mas analisamos que precisamos usar esse espaço também como educador ambiental”, enfatiza o diretor da ONG que adianta a inauguração do espaço para a segunda quinzena de outubro.
Com modelos de ações pioneiros nas áreas de educação, conscientização e preservação ambiental até serviços de coleta, o Ceadi se consolida na região a partir de suas iniciativas, como projetos socioambientais indo até o chamado “Marketing Verde”, programa de conscientização desenvolvido dentro de empresas.
Ceadi Planeta Vivo
O Ceadi é uma Organização Não Governamental (ONG), sem fins lucrativos, declara como uma Entidade de Utilidade Pública de Pelotas e qualificada pelo Ministério da Justiça como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP).
Dentre o quadro de pessoal, estão envolvidos na instituição técnicos de diversas áreas, tais como processos gerenciais, meio ambiente, eletrônica, informática, mecânica, saneamento ambiental, além de geógrafos, geólogos, divididos entre profissionais graduados e estagiários. O Ceadi recebe doações de materiais eletroeletrônicos e oferece seus serviços em sua sede no endereço rua Lobo da Costa, nº 1274.
Redator: Tradição Regional
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