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09-10-2015

Cinofilia: exposição especializada de raças integradas acontece na 89ª Expofeira


Foto: Anahí Silveira/JTR Antônio dos Santos Ugoski, presidente do Princesa do Sul Kennel Clube

Beagles, Bulldogs e Australian Cattle Dogs (ou Boiadeiro australiano). Os criadores e admiradores dos cães de raça também têm espaço garantido durante a 89ª Expofeira de Pelotas. A exposição especializada de raças integradas acontece nos últimos dias de Feira e é organizada pelo Princesa do Sul Kennel Clube (PSKC). Há 66 anos o PSKC trabalha com a cinofilia no Rio Grande do Sul com a finalidade de congregar os criadores de cães de raça pura, encarregando-se de organizar exposições e fazer os registros dos animais, através de sua filiação com a Confederação Brasileira de Cinofilia (CBKC), com sede no Rio de Janeiro, e que por sua vez é membro federado da Fédération Cynologique Internationale (FCI), com sede na Bélgica. Entende-se por cinofilia todos os assuntos ligados à criação de cães de raça.


O presidente do PSKC, Antônio dos Santos Ugoski, 86 anos, explica que há também a Federação Cinológica do Rio Grande do Sul (FECIRS) como órgão oficial no Estado. “O Princesa do Sul é um clube eclético que registra várias raças. Nós trabalhamos de acordo com a FECIRS e os registros, de valor internacional, são feitos a partir do regulamento da CBKC, para registrar apenas cães puros”, explica Ugoski.



Para efetuar o registro dos cães é preciso apresentar o pedigree do “pai” e da “mãe” do filhote para que seja preenchido um documento que será enviado a CBKC, de onde será emitido o novo pedigree. “Sempre digo que a certidão de pedigree de um cachorro faz inveja a nós humanos porque a nossa certidão de nascimento não tem a qualidade que a deles possui. Nela constam as informações do cachorro, do pai, mãe, avós maternos, paternos e, inclusive, dos bisavós”, revela.


No registro oficial, aparece ainda a numeração do bichano, o nome do proprietário, isto é, o criador que buscou o clube para fazer o registro e, caso exista, o nome do novo proprietário, aquele que comprou o animal. Ugoski explica que, para fazer o registro, é preciso também que o criador tenha uma propriedade regularizada e seja proprietário da “mãe” do filhote.


Resgatando a história, ele conta que seu interesse pelos cães de raça iniciou com o seu companheiro doméstico, um Terrier Brasileiro, mais conhecido como Fox Paulistinha. O primeiro companheiro, Bill, não possuía registro. Após a morte de Bill, Ugoski tomou a decisão de comprar um cachorro registrado e como a raça Terrier ainda era rara na época, ele teve contato com a raça que, mais tarde, se tornaria a sua favorita: o Dobermann. “Me apaixonei. Os cães dessa raça têm um amor incondicional. Costumo dizer que, quem quiser saber o que é amor verdadeiro, deve comprar um Dobermann”.


Criado em 1949, Ugoski passou a assumir o clube em 1961, quando o órgão, ainda inativo, lhe pareceu uma boa oportunidade de participar de exposições. Com o clube reativado, criadores começaram a procurar o local para registrar seus animais, perante uma taxa simbólica que é cobrada até hoje.


Sem cobrança de mensalidade, os valores arrecadados, através das taxas, são convertidos em premiações e demais despesas com as exposições organizadas. São cerca de 100 canis ativos já registrados e, em média, 800 cães registrados por ano. “As raças registradas que predominam variam conforme a época. Uma raça que está crescendo muito é o Bulldog Francês. Houve uma época que a mais famosa era o Dobermann, depois foi o Fila Brasileiro”, diz.


Na Expofeira, as exposições dos cães de raça têm acontecido ativamente nas últimas cinco edições. Além disso, a parceria com a Associação Rural de Pelotas permite a realização de exposições pan-americanas organizadas pelo clube e que acontecem nos meses de abril, julho e novembro de cada ano. “Essa exposição durante a Feira envolve três raças específicas. Já nas nossas exposições gerais são cerca de 40 raças envolvidas, com 150 cães, mas ela é muito demorada, diferente da exposição na Feira, que envolve apenas 45 animais (15 por raça)”, destaca. Na exposição durante a Expofeira, um juiz convidado de outra localidade avalia os animais participantes que são divididos nas categorias Filhote (de 4 a 6 meses), Jovem (de 6 a 12 meses), Júnior (de 12 a 15 meses) e Sênior (a partir de 15 meses). Criadores de todas as regiões participam do evento.


Durante a 89ª Expofeira, a exposição acontece durante o domingo (11), às 10h, com a entrada dos cães e às 13h30 com o julgamento, onde serão avaliados cães nas classificações 2ª especializada Australian Cattle Dog, 1ª Beagle e 1ª Bulldog Campeiro.


A próxima exposição internacional e as duas exposições pan-americanas estão previstas para acontecer no dia 15 de novembro.


A sede do Princesa do Sul Kennel Clube fica localizada na rua Barão de São Luís, nº 48, no bairro Fragata. Os registros podem ser agendados através do telefone (53) 8133-5656.


Redator: Tradição Regional



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