Sexta, 26 de junho de 2026, 18:40h
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O clima no Rio Grande do Sul tem sido favorável para os produtores de figo: chuvas com regularidade, uma vez que a cultura tem grande necessidade de água, com as frutas se formando no período do verão.
De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar, no dia 30 de dezembro, a região do Vale do Caí é uma das maiores áreas de cultivo de figueiras do Estado, com destaque para o município de Feliz, onde há 120 hectares dedicados à produção da fruta.
A variedade mais cultivada é a Roxo de Valinhos, e a forma de colheita e comercialização do figo ocorre de duas maneiras: com a fruta ainda verde, quando se destina ao processamento pelas indústrias de compota; ou madura, para servir de matéria-prima nas indústrias de doce tipo schimier ou para o consumo ao natural, conforme explicam os técnicos da Emater/RS-Ascar.
Nos municípios de Feliz, Bom Princípio, São José do Hortêncio e São Sebastião do Caí, a maior parte dos figos são colhidos maduros e vendidos no mercado ao natural, para as Ceasas de Porto Alegre e Caxias do Sul, ou destinados às indústrias de doces.
O trabalho de colheita está apenas no início, com o percentual colhido de figo verde chegando aos 5%. A da fruta madura ainda não iniciou. Além da colheita, os ficicultores realizam tratamentos para o controle da ferrugem da figueira - principal doença que atinge a cultura - com destaque para o uso da calda bordalesa, que é o método mais utilizado e bastante comum na agricultura orgânica.
Em Brochier, Maratá, Poço das Antas e São Pedro da Serra, a maior parte dos figos são colhidos verdes e comercializados para as indústrias de compotas, tanto as da região quanto para o município de Pelotas. O preço recebido pelos produtores pelo figo verde está em média a R$ 3 o quilo.
Clima beneficia cultura do milho e expectativa de produtividade pode ser superada no RS
A cultura do milho segue apresentando excelente desenvolvimento no Rio Grande do Sul, com condições ideais de umidade para as lavouras, que estão em fase de enchimento de grãos (38%) e floração (20%)
De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (7), as plantações apresentam uma coloração verde intenso, indicando plantas sem deficiência hídrica ou nutricional, com expectativa de alto rendimento de grãos e a possibilidade de ultrapassar a estimativa inicial, o que vem se confirmando em algumas áreas já colhidas, embora elas representem apenas 0,5% do total plantado no Estado.
Os milharais não possuem grandes problemas com pragas, apesar do ataque de lagarta do cartucho, que vem se intensificando nas lavouras, mesmo em híbridos com tecnologia BT. No que se refere ao milho para silagem, alguns agricultores estão enfrentando dificuldades para realizar a ensilagem. Segundo a Emater/RS-Ascar, em função do excesso de umidade, em determinadas situações não é possível realizar o corte no melhor momento, fazendo com que lavouras ensiladas passem do ponto ideal e resultem em um produto de menor qualidade.
Em relação à soja, outro grão de verão, o desenvolvimento da cultura segue considerado bom, apesar de algumas lavouras terem sofrido com as pesadas chuvas dos últimos dias, deixando-as com stands desuniformes. Os técnicos que acompanham as Unidades de Referência Técnica já identificaram a ferrugem em todas as regiões do RS, embora ainda em estágio inicial. A recomendação é de que os sojicultores tenham cautela na aplicação de fungicidas, no sentido de evitar desperdícios e aumento de custos com aplicações desnecessárias.
Redator: Assessoria de Imprensa
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