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Regionalizar a comercialização dos produtos da agricultura familiar no Estado é um dos eixos do planejamento da Secretaria de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR) e da Ceasa (Centrais de Abastecimento do RS) em 2012. Junto com a Emater, a SDR e a Ceasa criaram um Grupo de Trabalho que está produzindo um documento com as sugestões para a regionalização.
A proposta vai para discussão nos 28 Coredes (Conselhos Regionais de Desenvolvimento do RS), onde serão apresentadas mais sugestões. No fim do primeiro semestre, a proposta deve estar aprovada. Em várias regiões do RS já existe organização para iniciar experiências para regionalizar a comercialização. A idéia é que, em 2013, iniciem os processos de regionalização com recursos orçamentários.
Secretário da SDR, Ivar Pavan diz que ainda existem muitas questões a serem respondidas até a finalização da proposta. Ele acredita, no entanto, que a regionalização deverá fomentar a economia do Estado, gerar fontes de emprego e renda, além de garantir a sustentabilidade produtiva e comercial local. "Para o ano que vem, a proposta é a regionalização da agricultura familiar, criando pontos de venda regionais para abastecimento das compras públicas, trazendo os produtos para perto do consumidor", afirma.
Conforme Pavan, embora o agricultor tenha se preparado para ser um bom produtor, muitos ainda não estão preparados para atuar além das suas propriedades. O secretário destaca que os produtores e as agroindústrias precisam se profissionalizar. "A regionalização do abastecimento sugerida como uma das metas da SDR e da Ceasa, após um ano de existência da Secretaria, é uma forma do Governo do Estado demonstrar que estamos aqui para montar uma política para o agricultor do futuro", avalia.
Segundo o diretor Técnico e Operacional da Ceasa, Gerson Madruga, experiências semelhantes em Pernambuco, São Paulo (Campinas) e Curitiba (PR) fortalecem a iniciativa gaúcha, "que pode ser protagonista nesta área".
Feiras
Durante as discussões, foi indicado que as Feiras da Agricultura Familiar, programadas para ocorrer no estado, têm que fazer parte deste projeto. Pavan questionou para onde vão os produtos das feiras. "Tem que haver uma fidelização, ou seja, o produtor tem que se organizar para as feiras e para pós-feiras. As feiras não são atividades isoladas, elas têm continuidade", explicou.
Alimentação escolar
No debate na SDR também foi discutida a inserção do Estado na Rede Brasil Rural. Além de dar agilidade ao sistema de compra e venda cotidiana da agricultura familiar, a Rede, lançada pela presidente Dilma Rousseff, em Porto Alegre, em dezembro do ano passado, reorganiza o sistema de compras da produção familiar pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).
Atualmente, municípios, estados e escolas ainda encontram dificuldades para achar produtores que atendam à demanda da merenda, e os agricultores, por sua vez, muitas vezes carecem de informações sobre abertura de processos de compras. A Rede Brasil Rural soluciona os dois desafios: organiza a oferta de alimentos por tipo de produto, região, estado e município e divulga a necessidade de compras para a merenda.
Redator: Assessoria de Imprensa
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