S�bado, 11 de julho de 2026, 13:12h
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O trânsito foi interrompido nos dois sentidos da pista, mas o protesto foi pacifico e ordeiro, segundo informações da Policia Rodoviária Federal
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) realizou na quarta-feira (01) protesto na BR-293, entre os municípios de Piratini e Pinheiro Machado, interrompendo o trânsito. A principal reivindicação dos mais de 100 manifestantes é de que os governos desburocratizem a aplicação de recursos, pois segundo eles, estes existem, mas demoram a chegar ao destino, tornado assim ineficaz a maioria das ações de combate a seca.
Os lideres do movimento pedem socorro para as pequenas propriedades, dentre elas a Lourenço Souza, do assentamento Oito de Maio. “Precisamos que as verbas cheguem as pontas do programa, que são as pequenas propriedades. Precisamos de bebedouros para os animais e de fonte de água potável para consumo humano. Existem verbas para cestas básicas que podem ser adquiridas sem licitação e com três cartas propostas é possível adquiri pelo menor valor”, disse um dos líderes do protesto.
Conforme a líder do assentamento Tamoio, em Herval, Marília Gonçalves, revelou ser preciso que as prefeituras gerenciem de maneira mais ágil os recursos. “Na minha região não é diferente das outras. Muito se fala e pouco se faz, só que o produtor não pode esperar tanto e precisa de ações imediatas. É isso que reivindicamos hoje”, afirma a assentada.
O trânsito foi interrompido nos dois sentidos da pista, mas o protesto foi pacifico e ordeiro, segundo informações da Policia Rodoviária Federal. De acordo com os manifestantes outras rodovias do Estado foram interrompidas e as manifestações coincidem com audiências em Brasília que tratam do socorro as vitimas da estiagem.
Pelo Estado
Na Capital, cerca de 300 manifestantes ligados à Via Campesina protestaram em frente ao prédio do Ministério da Agricultura. No interior do Estado, cerca de 350 manifestantes ocuparam o prédio da agência do Banco do Brasil, em Júlio de Castilhos, na região Central. Segundo a Brigada Militar, alguns funcionários estariam dentro da agência por volta das 08h30, mas o MST garante que não está impedindo a saída das pessoas, apenas a entrada. O protesto é para que o governo federal a libere a renegociação da dívida da agricultura familiar neste mês.
Em São Luiz Gonzaga, manifestantes reivindicam assistência aos trabalhadores rurais atingidos pela estiagem. Cerca de 300 integrantes do MST se reuniram em frente ao prédio da Companhia Estadual de Silos e Armazéns (Cesa). A sede da companhia fica em um dos trevos de acesso ao município, na BR- 285. Os manifestantes representam 25 assentamentos da região noroeste e pedem agilidade na assistência aos pequenos produtores rurais, bolsa estiagem, alimentação para os animais e renegociação das dívidas da agricultura familiar.
Em Tupanciretã, os manifestantes realizaram uma caminhada e se concentraram em frente à prefeitura. Em Santana do Livramento, até por volta do meio-dia, a rodovia Rosário-Livramento (BR-158) estava sendo trancada a cada 15 minutos junto ao trevo da Faxina. Em Piratini, um grupo com cerca de 100 pessoas fez manifestação na altura do km 86 da estrada Candiota-Pelotas (BR-293). O MST também realizou manifestações nas cidades gaúchas de Manoel Viana e Candiota.
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