Sexta, 26 de junho de 2026, 00:02h
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A protagonista do evento, desta vez, não é de Capão do Leão. A queda na produção da melancia no município é por conta do veranico associado às chuvas irregulares na zona sul do Estado, causando prejuízo aos poucos produtores que investiram na fruta.
Na manhã de terça-feira (1º), os técnicos da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater/RS-Ascar), Ezequiel Avila Pereira e Edenilson Batista de Oliveira, e o secretário municipal de Agricultura, Luis Fernando Santos (“Criolo”), visitaram a propriedade de Varlei Rubira (54 anos), com esperança de encontrar uma lavoura com melancias grandes, boas para consumo. Porém, a realidade foi outra.
Nos três hectares plantados pelo agricultor, a fruta não se desenvolveu. Para Rubira, que plantou melancia pela primeira vez, a grande maioria dos frutos ficou abaixo dos 9 quilos, diminuindo o preço da produção. “Isto significa uma safra ruim. Com essa média de peso, só consigo comercializar a fruta com um preço melhor na beira da BR, já que o preço ofertado pelo município é de R$ 0,45”, pontuou Rubira.
De acordo com a Emater, o preço de R$ 0,45 estipulado para compra foi baseado na comercialização da cidade de Pedro Osório, onde a produção da fruta é maior e de melhor qualidade.
Diferença no modo de produzir melancia
De acordo com a Emater, essa diferença entre sucesso e fracasso na safra da melancia é bem peculiar. O produtor leonense espera por um clima adequado para desenvolver a fruta e, consequentemente, obter sucesso na produção, o que muitas vezes não acontece. Já os produtores de Pedro Osório estão bem mais equipados. Eles possuem o método de aspersão para irrigar as lavouras, permitindo que no período da frutificação a fruta se desenvolva naturalmente, ganhando peso e qualidade.
Redator: Tradição Regional
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