S�bado, 11 de julho de 2026, 11:08h
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A participação democrática e a autonomia estão fortemente ligadas à filosofia do cooperativismo – um modelo socioeconômico capaz de unir desenvolvimento e bem-estar social – partindo da ideia de que é um movimento que visa às necessidades de um grupo, com lucro igualitário e mesmo interesse, buscando prosperidade conjunta e não apenas individual.
Uma alternativa que poderá ser um sucesso, desde que caracterizada com uma estrutura sólida e organizada. As formas adequadas ao bom funcionamento de uma cooperativa vão desde determinações legais, até modelos de gestão. E o melhor caminho para crescer com sustentabilidade pode ser auxiliado por organizações de cada estado.
No Rio Grande do Sul a economia é baseada na agricultura familiar, são das pequenas propriedades rurais que surgem os alimentos do nosso dia-a-dia. Porém, o modo de vida do gaúcho da metade sul, bastante reservado, pode ter sido o problema de um período de frustrações com o sistema cooperativo, com raras exceções, principalmente na cadeia de leite, as cooperativas do Rio Grande do Sul ainda não evoluíram conforme o seu potencial.
Atualmente essa proporção vem mudando, o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) está proporcionando melhores oportunidades de comercialização para as cooperativas da agricultura familiar, aumentando também, o número de cooperativas na metade sul. Mas conforme o contador do Programa de Extensão Cooperativa (PEC), Luis Carlos Diaz Garcia, o principal problema está na educação para gestão. As cooperativas na metade sul são em sua maioria administradas por agricultores, pescadores ou pessoas que não possuem formação técnica e administrativa. “Por isso acabam apresentando um grau muito grande de endividamento”, salientou ele.
Para a chefe do escritório de cooperativismo da Emater/RS-Ascar, Sonia Desimon, a criação de novas cooperativas é positiva para economia do Estado, porém, desde que bem fundamentadas e com a gestão bem executada, do contrário, estará fadada a seguir o mesmo caminho de tantas outras que acabam pontuando negativamente a história das cooperativas do Rio Grande do Sul.
Sônia disse ainda que a Emater/RS-Ascar possui um Programa de Extensão Cooperativa (PEC), uma das linhas do Programa Estadual de Cooperativismo lançado recentemente, que propõe auxiliar as organizações para criação de novas cooperativas e incrementar as já existentes, de forma a introduzir melhorias técnico-gerenciais, produtivas e educacionais, e promover a interação e a cooperação entre associados e entre as cooperativas.
Redator: Assessoria de Imprensa
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