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O Cultivo da fruta passa de geração para geração
Primeiro foi a seca, depois o excesso de chuva, o fato é que o clima não ajudou muito os produtores de melancia de Capão do Leão, cujas perdas podem chegar a 40% da lavoura. No município, onde a importância econômica e social da melancia é relevante a ponto de ganhar uma festa dedicada à cultura, o cenário é de desmotivação e incerteza, já que o clima não tem ajudado os produtores, causando perdas e doenças nas plantações. De acordo com o chefe do escritório da Emater do Capão do Leão, Daltro Garcia, o município chegou a ter quase 600 hectares de terra plantados com a cultura. “Depois de 2005, quando assumi o escritório municipal da Emater, a maior área cultivada foi de 150 hectares. Desde então esse valor só vem caindo, chegando a apenas 15 hectares em 2012”, revela o engenheiro agrônomo.
Segundo Garcia, filhos de tradicionais produtores da fruta no município desistiram da atividade e passaram a se dedicar à criação de bovinos de leite, garantindo assim uma renda mensal, que a melancia não proporcionava. “Os que persistiram, tiveram problemas com a seca ou a alta quantidade de chuva. Alguns tiveram que replantar áreas ou trabalharam com o sistema de escalonamento ou irrigação, que é o que esta garantindo que eles colham alguma coisa agora”, disse ele, explicando que a variedade mais cultivada no município é a crinson swift, com produtividade média de 20 a 25 toneladas por hectare, em condições climáticas ideais.
Conforme informações da Secretaria de Agricultura e da Emater, em 2012, os cinco produtores do município devem colher aproximadamente 300 toneladas de melancia, que devem ser comercializadas no mercado local e durante a 9º Festa da Melancia, que acontece neste fim de semana. “Para o pequeno produtor não vale muito a pena vender para fora daqui, pois o custo é alto e os preços pagos são muito baixos. A maioria dos produtores de Capão do Leão prefere vender para o comércio local, além das tradicionais banquinhas em beira de estrada, pois assim o retorno é mais garantido”, garantiu o secretário de Agricultura, Carlos Alberto Moreira Blaz.
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