Ter�a, 23 de junho de 2026, 09:30h
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A iniciativa não é nenhuma novidade. Fazem cinco anos que a Expofeira de Pelotas, mais do que uma feira agropecuária, se tornou um grande espaço para discussões e troca de experiências entre as mais diversas cadeias produtivas da região Sul do Estado. E foi a partir daí, que os diferentes segmentos passaram a se enxergar melhor e com isso, identificar novas lideranças no cenário produtivo regional.
O presidente da Associação Rural de Pelotas (ARP), entidade promotora da 90ª Expofeira de Pelotas, José Luiz Kessler, salienta que há algum tempo a Expofeira deixou de ser vista como um evento de Pelotas e passou a ser tratada como referência para o agronegócio da região Sul. “Esta é a quinta edição que eu participo como integrante da diretoria com este modelo de feira que se propõe a abrir espaço para os mais diversos segmentos”, diz Kessler.
Segundo ele, se buscou fortalecer o que já se tinha, como a excelência genética em bovinos de corte e leite, equinos principalmente os da raça crioula, ovinos, aves e outros e agregar as demais cadeias produtivas da região, que não tinham uma participação consistente na feira. “Tudo começou com a realização dentro da Expofeira de um bom seminário de cada uma dessas cadeias produtivas, com foco voltado à análise de cenários, através da apresentação de cases de sucesso e leituras de mercado e tendências”.
Com isso, a Expofeira Pelotas consolidou a Conferência Rural da Zona Sul, e tornou-se o maior evento técnico-científico do Estado. Segundo Kessler se obteve a tão almejada interação rural-urbana, com a concentração durante uma semana do mês de outubro, de produtores, pesquisadores, estudantes, cientistas, autoridades para discutir os mais diversos temas pertinentes à região desde gestão ambiental, aspectos legais e tributários, turismo rural, agricultura familiar, pesca, políticas públicas, crédito, seguro agrícola, segurança. ‘A intenção é aproximar interesses e formar grupos de trabalho que se perenizam, a exemplo da Associação das Florestas Plantadas (Agaflor), que teve seu embrião a partir dessas discussões”, salienta.
Kessler acrescenta que os seminários de cenários e tendências das cadeias produtivas são o foco central, mas diversas oficinas com temas técnicos específicos se juntam através das diversas semanas acadêmicas das áreas afins. “O programa da Expofeira foi transferido para as representações da sociedade da zona sul, como sindicatos rurais, núcleos de raças, universidades, Embrapa, Emater, Irga, comitês, Senar, Sebrae, associações profissionais, secretarias e órgãos públicos, entre outros e este foi o grande desafio: fazer junto”.
Segundo ele, a ARP ficou como moderadora e reguladora, e estas entidades se reúnem desde março em cafés da manhã e montam a programação. “Seria inviável realizar um evento desta dimensão se imaginássemos que nossa diretoria fosse montar o programa”, acrescenta. Para ele, fica a demonstração de que é possível buscar a tão necessária convergência de interesses em favor do desenvolvimento da região. “Transformou-se numa demonstração da capacidade que temos quando nos propomos a fazer juntos”.
A 90ª Expofeira tem uma expectativa de receber mais de 50 mil visitantes durante os seus sete dias de evento, quando serão oferecidas ao público visitante, mais de 160 tipos de atividades diferentes, entre semanas acadêmicas, leilões, fóruns, seminários, oficinas, julgamentos morfológicos e shows. A expectativa é atingir uma movimentação financeira superior a R$ 40 milhões em negócios. Haverá também um espaço para a agricultura familiar divulgar e comercializar seus produtos.
Redator: Tradição Regional
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