Ter�a, 23 de junho de 2026, 06:48h
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Com a passagem do Dia do Produtor de Tabaco hoje (28), o Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) reforça as orientações para a colheita - que costuma acontecer entre outubro e fevereiro, dependendo da região produtora - com o intuito de evitar a Doença da Folha Verde do Tabaco.
O Brasil foi pioneiro no desenvolvimento de uma vestimenta de colheita adequada para evitar a intoxicação. A vestimenta que os produtores recebem a preço de compra das empresas começou a ser desenvolvida em 2009, quando o SindiTabaco contratou um consultoria especializada para o trabalho. Estudos comprovaram cientificamente que a vestimenta de colheita assegura uma diminuição de 98% da exposição dérmica. Além disso, ela foi desenvolvida prevendo um maior conforto térmico aos trabalhadores.
“Apesar das campanhas de conscientização promovidas pelo SindiTabaco e pelas empresas associadas, da orientação dos técnicos envolvidos e da disponibilização do material a preço de compra, alguns produtores ainda resistem à utilização da vestimenta”, lamenta Schünke que costuma falar sobre o tema durante os Ciclos de Conscientização. “A saúde é o maior bem que o produtor tem. Pequenas atitudes, como utilizar a vestimenta e luvas específicas, evitar colher quando as folhas estiverem molhadas e preferir os horários menos quentes do dia, possibilitam ao produtor um trabalho seguro”, reitera o executivo.
Entenda - Durante a colheita, se não for utilizada a vestimenta adequada, a nicotina da planta, em contato com a pele, pode causar mal-estar nos produtores, principalmente se as folhas do tabaco estiverem umedecidas por chuva ou orvalho. A exposição à nicotina acontece no contato da pele com a resina (goma) das folhas de tabaco durante a colheita, no desponte, no recolhimento da lavoura e no carregamento das estufas e dos galpões de cura. Absorvida pela pele, a nicotina é transportada até os vasos sanguíneos. Sua absorção é maior com o aumento da área exposta e com a presença de lesões na pele.
Sobre o setor de tabaco - O Brasil é o 2º maior produtor e o 1º no ranking mundial de exportações de tabaco em folha. A tradição da produção de tabaco se construiu graças à alta rentabilidade em pequenas áreas. Na safra 2015/16, mais de 144 mil produtores de 574 municípios da Região Sul do Brasil produziram 539 mil toneladas. A receita gerada aos produtores superou os R$ 5,2 bilhões. Em 2015 foram embarcadas 517 mil toneladas do produto, gerando divisas de US$ 2,19 bilhões.
Informações: SindiTabaco
Redator: Assessoria de Imprensa
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